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Mogi das Cruzes traça plano estratégico para recuperar eficiência administrativa e elevar nota no IEG-M, após queda inédita na gestão passada

A Prefeitura de Mogi das Cruzes iniciou, em 2025, um amplo processo de reestruturação administrativa e financeira, em parceria com a Controladoria-Geral do Município, com o objetivo de recuperar os bons resultados que a cidade já alcançou no Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEG-M) — indicador elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) que avalia a eficiência das prefeituras paulistas em diversas áreas da administração pública.

O plano busca resgatar as avaliações positivas obtidas entre 2015 e 2021, período em que Mogi conquistou notas entre B e B+, classificações que indicam uma administração “efetiva” e “muito efetiva”. No levantamento mais recente, referente ao ano-base 2024, a cidade registrou nota C, a pior desde a criação do índice, o que representa um “baixo nível de adequação”.


Gestão focada em eficiência e transparência

Segundo a prefeita Mara Bertaiolli, a nova gestão iniciou 2025 com a criação de um Comitê Gestor responsável por reorganizar as finanças públicas e promover uma recuperação estrutural da Prefeitura.

“Além de equilibrar as contas, estamos ampliando as ações de ética, transparência e legalidade em todas as secretarias. Queremos que Mogi das Cruzes volte a ser referência em administração pública eficiente, como foi há uma década”, destacou Mara.

Entre as principais medidas adotadas estão:

  • Comitê de Crise Financeira, voltado à reorganização orçamentária;

  • Comitê de Integridade, para fortalecer a ética institucional;

  • Protocolo de Combate a Fraudes em Licitações;

  • Plano Municipal de Integridade;

  • Código de Conduta e Ética dos Servidores Públicos Municipais.

Essas iniciativas integram o conjunto de ações de governança e boa gestão pública que devem balizar as práticas administrativas nos próximos anos.


Controladoria lidera diagnóstico e plano de ação

A Controladoria-Geral do Município teve papel decisivo na formulação de um diagnóstico detalhado sobre o desempenho de Mogi no IEG-M. A partir dessa análise, foi estruturado um plano de ação com metas de curto, médio e longo prazo, visando já a melhora da nota em 2025.

De acordo com o controlador-geral Rodrigo Cardoso Reys, mais de 30 reuniões já foram realizadas com as secretarias e autarquias municipais para revisar processos e aprimorar o envio das informações ao Tribunal de Contas.

“O IEG-M é composto por 894 perguntas distribuídas entre diferentes áreas da Prefeitura. A partir deste ano, o acompanhamento dos dados será contínuo, e não apenas anual. Isso vai permitir que as melhorias sejam implementadas de forma mais ágil”, explicou Reys.

A equipe de controladores, formada também por Fábio Costa Pizzolato e Rafael Hiroshi Yuba, elaborou um relatório minucioso com os pontos que exigem maior atenção em cada um dos sete indicadores do IEG-M.


Mais do que nota, compromisso com o cidadão

O IEG-M mede a efetividade das gestões municipais a partir de sete dimensões temáticas: Planejamento (i-Plan), Gestão Fiscal (i-Fiscal), Educação (i-Educ), Saúde (i-Saúde), Meio Ambiente (i-Amb), Proteção dos Cidadãos/Defesa Civil (i-Cidade) e Tecnologia (i-Gov TI).

Esses indicadores vão além da análise burocrática — eles traduzem o quanto o poder público está sendo capaz de oferecer serviços de qualidade à população. Entre os critérios avaliados estão desde a infraestrutura escolar e a eficiência da coleta seletiva até a agilidade em consultas médicas e o uso da tecnologia na gestão pública.

“Melhorar o IEG-M não é apenas subir uma nota ou pontuação. É aprimorar o serviço público, elevar a qualidade de vida e garantir que os mogianos sintam, na prática, o avanço da administração”, concluiu a prefeita Mara Bertaiolli.


O que é o IEG-M?

O Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEG-M) foi criado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para medir a qualidade da gestão pública nos municípios paulistas. O indicador é formado por sete áreas temáticas e avalia a coerência entre o planejamento e a execução das políticas públicas.

As notas vão de A+ (altamente efetiva) a C (baixo nível de adequação). O índice é utilizado pelo TCE como ferramenta de análise e orientação técnica para aprimorar a gestão municipal e garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente.

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