Operação policial combate fraude bancária de R$ 14 milhões
Uma operação estratégica deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de dois suspeitos envolvidos em um sofisticado esquema de desvio de recursos de contas corporativas. A ação, realizada nesta quinta-feira (23), mira uma organização criminosa responsável por subtrair R$ 14 milhões de uma única conta empresarial, causando prejuízos vultosos ao sistema financeiro.
Entre os detidos está um ex-gerente de banco, cuja experiência técnica teria sido fundamental para a execução das atividades ilícitas. A investigação aponta que o grupo atuava mediante a habilitação irregular de credenciais corporativas, técnica que permitia o acesso indevido e o controle de contas de clientes sem autorização.
Modus operandi e pulverização de ativos
A dinâmica do crime envolvia uma movimentação ágil dos valores subtraídos. Assim que o acesso às contas era obtido, o montante era rapidamente pulverizado através de diversas transações financeiras, incluindo transferências via TED, PIX e o pagamento de boletos bancários, dificultando o rastreamento imediato por parte das instituições financeiras e das autoridades de controle.
A ação policial, denominada Operatio Infidelitas, representa a segunda fase de um esforço investigativo contínuo. O trabalho é coordenado pela 4ª Delegacia da DCCiber, unidade especializada em investigações sobre lavagem de dinheiro e ativos ilícitos por meios eletrônicos, que tem buscado desmantelar núcleos de crimes cibernéticos no estado.
Abrangência da investigação e próximos passos
O cumprimento dos mandados judiciais estende-se por diversas localidades. Ao todo, a operação mobilizou equipes para o cumprimento de cinco mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem na capital paulista, além dos municípios de Carapicuíba, Franco da Rocha, Mogi das Cruzes e na região de Piracicaba. O alcance da rede criminosa também atingiu o estado de Goiás.
Esta nova etapa da ofensiva policial foi fundamentada em provas robustas coletadas em novembro do ano passado, durante a primeira fase da operação. Para mais informações sobre o combate a crimes cibernéticos, consulte o portal oficial da Polícia Civil de São Paulo. As autoridades seguem analisando os materiais apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
