
Em um encontro com toda a imprensa do Alto Tietê, a prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli (PL), e o vice-prefeito, Téo Cusatis, apresentaram as instalações da nova Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança “Leila Caran Costa”. Há dois dias da entrega oficial do prédio, a prefeita destacou a importância do novo equipamento para a cidade e região e pontuou que o cuidado com a saúde da mulher e a oferta de um atendimento humanizado são premissas inegociáveis de sua gestão.
Embora inaugurada oficialmente neste sábado (09), a nova unidade deve começar a funcionar de maneira gradual. Os atendimentos ambulatoriais, consultas, exames e serviços especializados começam já a partir deste mês. Em agosto, a unidade começará a realizar os primeiros partos e dará início à ativação da UTI Neonatal e dos alojamentos conjuntos para mães e bebês.
“Nossa expectativa é que a maternidade esteja operando plenamente em setembro, com pronto atendimento obstétrico, até a realização de partos de alto risco. A intenção é que a transição dos atendimentos da Santa Casa para a nova unidade seja feita de forma gradual, garantindo continuidade e segurança às gestantes e aos bebês da nossa cidade”, destacou a prefeita. A expectativa é que a nova maternidade mantenha o quadro de cerca de 400 partos por mês, que já são realizados na cidade pelo hospital municipal.
A gestão da nova unidade ficará sob responsabilidade do Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (ISHAOC), ligado ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A unidade, que tem pouco mais de 8 mil m², divididos em sete andares, contará com aproximadamente 90 leitos, quatro salas de cirurgia e cerca de 20 salas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo dez destinadas ao atendimento neonatal.
Com quatro acessos independentes para ambulâncias, urgência, internação e ambulatório, além de uma estrutura completa com equipamentos modernos e de última geração, a nova maternidade permitirá ainda a realização de exames como ultrassonografia, cardiotocografia e análises laboratoriais.
Além do cuidado com a saúde, a unidade terá um espaço destinado ao acolhimento de vítimas de violência doméstica, por meio da “Sala Lilás”. A secretária municipal de Saúde, Rebeca Barufi, explicou que o espaço foi projetado de maneira a trazer a maior privacidade possível às mulheres que por ele passarem.
“Nos preocupamos em colocar a sala em uma área que não apresente nenhum destaque que possa indicar que o espaço é destinado ao atendimento de mulheres vítimas de violência. Isso traz empatia e gera mais segurança para as vítimas e suas famílias”, disse.
A nova maternidade abrigará ainda o programa “Mãe Mogiana”, que reunirá atendimento multidisciplinar nas áreas de ginecologia, obstetrícia, pediatria, psicologia, nutrição, fonoaudiologia, assistência social e vacinação. O programa “Mãe Mogiana em Casa” fará acompanhamento domiciliar das pacientes após o parto e contará com canal direto de atendimento pelo telefone (11) 92485-0160.
Projetada pensando no bem-estar de toda a família, a unidade contará ainda com um ambiente denominado “Janela da Vida”. O espaço permitirá que familiares acompanhem os partos com suporte tecnológico e privacidade. Outro destaque é o incentivo à amamentação. O hospital terá banco de leite humano funcionando dentro da própria unidade, além de atendimento domiciliar às pacientes.
Investimentos e geração de emprego
O investimento total na implantação da maternidade supera R$ 57 milhões. Segundo a administração municipal, cerca de R$ 38,8 milhões foram destinados à construção do prédio.
O vice-prefeito, Téo Cusatis, destacou que, a partir de setembro, quando deverá estar em pleno funcionamento, a maternidade terá um custo mensal aproximado de R$ 6,5 milhões. Desse total, R$ 2,9 milhões serão custeados pelo Estado, e o restante pelo município.
“Entendemos que é significativa a parcela que ficará sob responsabilidade do município para a manutenção deste equipamento, mas estamos confiantes de que o Ministério da Saúde atenderá às solicitações já apresentadas pela prefeita e pela Secretaria de Saúde. Pela importância que o hospital terá para Mogi e região, esperamos que o governo federal compreenda a necessidade de apoiar o custeio da unidade”, destacou Téo.
Ainda de acordo com o vice-prefeito, todo o custeio para a estruturação da unidade, com compra de equipamentos e mobiliário, foi realizado pelo governo do Estado.
“A prefeita conseguiu o compromisso do governo estadual para o envio de R$ 11 milhões destinados à compra dos equipamentos e móveis da unidade. Além disso, o município entrou com uma contrapartida de pouco mais de R$ 3,5 milhões para garantir que todo o espaço fosse entregue devidamente equipado e confortável”, afirmou.
Segundo a administração municipal, a implantação da unidade também resultou na abertura de 294 vagas de emprego e atraiu mais de 40 mil candidatos durante o processo seletivo.
Ainda durante sua fala, a prefeita pontuou que todos os serviços públicos entregues pela gestão terão como princípios a qualidade, o respeito e a dignidade: “Quando fazemos tudo com seriedade e planejamento, o resultado não pode ser diferente do que entregaremos aqui”, finaliza.
