Duas novas denúncias de abuso sexual foram registradas contra o médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, que está sob custódia após ser preso em flagrante na última quarta-feira (14). As vítimas, de 37 e 36 anos, procuraram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano nesta quinta-feira (15) para relatar condutas inadequadas durante atendimentos realizados no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS).
Relatos de pacientes sobre condutas abusivas
Uma das denunciantes, de 37 anos, descreveu um cenário traumático ocorrido em agosto. Segundo o depoimento, o médico solicitou que a enfermeira se retirasse da sala e insistiu que a filha da paciente, de apenas 10 anos, permanecesse no local durante o exame. A mulher relata que o profissional realizou toques invasivos em sua região íntima e ânus, ignorando suas queixas de dor e desconforto.
A segunda denunciante, de 36 anos, afirmou ter sofrido abusos durante uma consulta em maio, quando buscava tratamento para furúnculos na axila. De acordo com o relato, após dispensar o auxílio de um enfermeiro, o médico teria apalparado seus seios e solicitado que ela baixasse a calça para examinar a virilha, além de realizar toques que a paciente considerou desnecessários e invasivos.
Prisão preventiva e medidas administrativas
Após passar por audiência de custódia nesta quinta-feira, a prisão em flagrante de Rubens Sousa de Oliveira foi convertida em preventiva. O médico, que atuava na unidade por meio de uma empresa terceirizada, teve seu desligamento imediato exigido pela Controladoria Geral do Município de Suzano. A administração municipal informou que o profissional realizou menos de 25 plantões no hospital antes de ser detido.
O caso original que levou à prisão do médico ocorreu quando uma paciente de 32 anos denunciou toques indevidos durante um atendimento para tratar cálculos renais. A equipe do hospital foi acionada imediatamente após a denúncia, resultando na intervenção da Guarda Civil Municipal. Mais informações sobre o andamento das investigações podem ser acompanhadas pelo portal g1.
Impacto psicológico e busca por justiça
As vítimas relatam sequelas emocionais graves após os atendimentos. A paciente que estava acompanhada pela filha afirmou ter desenvolvido medo de passar por exames médicos e dificuldades para dormir. O sentimento de vulnerabilidade é compartilhado pelas outras denunciantes, que decidiram procurar as autoridades policiais após tomarem conhecimento da repercussão do caso na imprensa local.

