A disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno registra um cenário de intenso equilíbrio, conforme apontam os dados divulgados na quarta-feira (21). A sondagem realizada pelo instituto Quaest mostra um empate técnico na preferência do eleitorado, evidenciando os desafios enfrentados pelas campanhas na reta final da votação marcada para domingo (25).
O levantamento detalha o comportamento dos eleitores na modalidade estimulada, além de trazer recortes importantes sobre a parcela do eleitorado que ainda demonstra dúvidas. Analistas políticos acompanham de perto a movimentação das bases partidárias e a estratégia adotada na propaganda eleitoral gratuita exibida na televisão e nas redes sociais.
Cenário eleitoral e empate técnico
Os números da pesquisa estimulada revelam uma vantagem numérica de Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 45% das intenções de voto. O candidato petista e atual mandatário, Lula (PT), registra 44%, consolidando um panorama de empate técnico dentro da margem de erro estatística.
Na modalidade espontânea, quando os nomes dos concorrentes não são apresentados previamente aos entrevistados, o cenário é de igualdade numérica absoluta. Ambos os postulantes ao cargo executivo nacional aparecem com 40% das citações espontâneas do eleitorado consultado.
Crescimento de indecisos e abstenção
Um dos pontos de destaque na análise técnica do levantamento refere-se ao comportamento dos eleitores que ainda não definiram sua preferência nas urnas. O percentual de indecisos sofreu uma alta expressiva, dobrando de 7% para 14% no intervalo avaliado entre as rodadas do instituto.
Especialistas apontam que o crescimento da parcela de eleitores indecisos e o fenômeno da alienação eleitoral podem funcionar como elementos determinantes. A conquista desse público nos últimos dias de campanha é tratada pelas equipes estratégicas como prioridade máxima para assegurar a vitória.
Rejeição e percepção de risco
A pesquisa também mediu os índices de rejeição associados a cada um dos concorrentes na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro apresenta um índice de rejeição de 52%, enquanto Lula acumula 47% de rejeição por parte do eleitorado consultado na pesquisa.
No quesito percepção de risco e temor institucional, o levantamento aponta uma divisão clara entre os entrevistados. Cerca de 44% dos eleitores afirmam temer o retorno da família Bolsonaro ao poder central, ao passo que 42% manifestam preocupação com a possibilidade de mais um mandato sob a gestão de Lula.
Debates e estratégias na reta final
A reta final do segundo turno tem sido marcada por embates intensos no horário eleitoral gratuito e por discussões sobre transparência de dados públicos. As campanhas intensificaram a divulgação de propostas voltadas a públicos específicos, além de trocarem críticas sobre a condução de políticas públicas anteriores.
Enquanto os candidatos ajustam suas agendas para atrair o voto decisivo nas grandes capitais e no interior do país, autoridades eleitorais monitoram o fluxo de informações nas plataformas digitais. A discussão sobre o bloqueio de canais e a regulação de conteúdos no WhatsApp também mobilizou ministros do Tribunal Superior Eleitoral às vésperas do pleito.

