A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, nesta quinta-feira (15). Ele é investigado por suspeita de abuso sexual contra uma paciente de 32 anos dentro do Hospital e Maternidade de Suzano (HMS), na região metropolitana de São Paulo. O profissional, que havia sido preso em flagrante na quarta-feira (14), teve sua detenção convertida após audiência de custódia, sendo posteriormente transferido para a cadeia de Mogi das Cruzes.
O caso gerou repercussão e levou a Prefeitura de Suzano a exigir o desligamento imediato do médico, que atuava na unidade por meio de uma empresa terceirizada. A administração municipal reforçou seu compromisso com a fiscalização dos serviços de saúde e a proteção das vítimas de violência.
Prisão Preventiva Decretada Após Audiência de Custódia
Rubens Sousa de Oliveira foi detido em flagrante na quarta-feira (14), após a denúncia da paciente. Durante a audiência de custódia realizada no dia seguinte, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Essa medida legal permite que o investigado permaneça detido durante a fase de investigação ou processo, visando garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
A decisão judicial reforça a seriedade da acusação e a necessidade de aprofundamento nas investigações. O médico foi encaminhado para a cadeia de Mogi das Cruzes, enquanto o caso segue em apuração pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano, onde foi registrado como importunação sexual.
O Relato da Paciente e a Sequência dos Fatos
A vítima, de 32 anos, procurou o hospital inicialmente na quarta-feira anterior (7) devido a fortes dores, sendo diagnosticada com pedra nos rins e suspeita de apendicite. Durante a primeira consulta, ela relatou que o médico tocou sua região próxima ao seio duas ou três vezes enquanto examinava sua barriga. Naquele momento, a paciente, que estava sem sutiã para a realização de exames como tomografia, considerou os toques acidentais.
O médico solicitou que ela retornasse uma semana depois, na quarta-feira (14), para a realização de um ultrassom. No dia do retorno, uma enfermeira acompanhou o início do atendimento, mas se ausentou da sala. A paciente descreveu que o médico, então, pediu que ela se deitasse de bruços na maca, fechou a porta e, em seguida, abaixou sua calça, tocando sua região íntima com movimentos circulares e pedindo que ela movimentasse o corpo da mesma forma. O contato foi interrompido com o retorno da enfermeira à sala, momento em que o atendimento foi encerrado.
A Reação Imediata e o Apoio Hospitalar
Após sair da sala de atendimento, a paciente começou a chorar e imediatamente ligou para sua noiva, que a aconselhou a buscar ajuda no hospital. Ela procurou a enfermeira que havia acompanhado parte da consulta e relatou o ocorrido, questionando se a conduta do médico era parte do procedimento para o tratamento de pedra nos rins. As enfermeiras confirmaram que a ação não era um procedimento normal para o tipo de exame.
Diante da gravidade da situação, a equipe hospitalar acionou a assistência social e tentou contato com a coordenação. A paciente decidiu formalizar a denúncia, e a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), foi chamada, conduzindo o médico à DDM de Suzano. A administração municipal informou que a paciente recebeu todo o suporte necessário, incluindo acompanhamento dos serviços social e psicológico, além de apoio durante o encaminhamento à delegacia.
Medidas da Prefeitura e o Histórico do Profissional
A Prefeitura de Suzano, por meio da Controladoria Geral do Município, exigiu o desligamento imediato do médico da empresa terceirizada que presta serviços ao hospital. A administração municipal declarou que acompanha de perto as providências junto à entidade gestora da unidade e à empresa responsável pelo profissional.
Segundo a prefeitura, o médico atuava no Hospital e Maternidade de Suzano há aproximadamente seis meses, tendo realizado menos de 25 plantões nesse período. Até o momento da denúncia, não havia registro de queixas ou denúncias contra ele. A gestão municipal reiterou que fiscaliza rigorosamente os serviços prestados, exigindo documentação e verificando o histórico profissional dos médicos, e repudiou veementemente qualquer forma de violência contra a mulher, comprometendo-se a colaborar integralmente com a investigação, garantindo a preservação da identidade, privacidade e direitos da paciente. Para mais informações sobre o conceito de prisão preventiva, consulte fontes jurídicas confiáveis. Conselho Nacional de Justiça

