O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) vivenciou em 2026 um setembro de chuvas intensas, que culminaram no período mais chuvoso para o mês em uma década. O volume acumulado de precipitação atingiu a marca de 247,32 milímetros até o dia 30, um índice que não era observado desde 2017 e que representa um alívio significativo para o abastecimento da região metropolitana.
Este cenário pluviométrico excepcional teve um impacto direto e positivo no volume útil do sistema, que registrou um aumento notável ao longo do mês. A elevação dos níveis dos reservatórios é um indicativo da resiliência do Spat diante das variações climáticas, garantindo maior segurança hídrica para milhões de consumidores.
O acumulado de chuva no Sistema Produtor Alto Tietê em setembro de 2026 superou em mais de três vezes o volume registrado no mesmo mês em 2022, que havia alcançado 79,32 milímetros. Comparado a setembro de 2025, quando o sistema recebeu apenas 46,68 milímetros, o aumento foi de aproximadamente 429,8%, evidenciando a intensidade atípica das precipitações deste ano. Em contraste, o menor índice histórico para o mês na série analisada ocorreu em 2024, com apenas 5 milímetros.
Este volume expressivo de chuvas não apenas quebrou recordes recentes, mas também se destacou como o único setembro em dez anos a registrar um aumento no volume útil do sistema. Nos outros nove anos do período avaliado, o percentual de armazenamento no último dia do mês sempre se mostrou inferior ao observado no primeiro dia, sublinhando a singularidade do desempenho hídrico de 2026.
O volume útil do Sistema Produtor Alto Tietê apresentou uma recuperação substancial em setembro de 2026, passando de 42,54% no primeiro dia do mês para 54,29% até o dia 30. Este aumento de 11,74 pontos percentuais representa um dos mais significativos já observados para o período, contrastando com anos anteriores onde quedas eram mais comuns.
Em 2025, por exemplo, o volume útil do Spat sofreu uma redução de 4,26 pontos percentuais, caindo de 29,29% para 25,03%. A maior diminuição da série histórica ocorreu em 2024, quando o indicador recuou 6,42 pontos percentuais, de 52,95% para 46,53%. Apesar do avanço em 2026, o volume útil final ainda ficou abaixo dos percentuais registrados em 30 de setembro de 2019, 2020 e 2023, sendo o maior deles em 2019, com 87,16%.
A gestão dos recursos hídricos é fundamental para a sustentabilidade do abastecimento, e dados como esses são cruciais para o planejamento futuro. Para mais informações sobre a gestão hídrica, consulte o site da Sabesp.
Todas as cinco represas que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê registraram um aumento em seu volume útil entre 1º e 30 de setembro de 2026, conforme dados da Sabesp. Este desempenho é notável, especialmente quando comparado ao mesmo período de 2025, quando quatro das cinco represas apresentaram queda, com exceção de Biritiba, que subiu apenas 0,92 ponto percentual.
A represa de Taiaçupeba se destacou com o maior avanço, elevando seu volume útil de 34,28% para 60,93%, um salto de 26,66 pontos percentuais. Em setembro do ano anterior, Taiaçupeba havia registrado uma redução de 3,69 pontos percentuais. Biritiba também teve um aumento expressivo de 23,19 pontos percentuais, passando de 32,44% para 55,63%.
Paraitinga viu seu volume útil subir de 61,07% para 76,16%, um acréscimo de 15,09 pontos percentuais. Curiosamente, em 2025, Paraitinga havia sofrido a maior queda entre as represas, também de 15,09 pontos percentuais. Jundiaí avançou de 67,98% para 75,62%, um aumento de 7,64 pontos percentuais, após uma queda de 8,59 pontos no ano anterior. Por fim, Ponte Nova registrou uma alta de 7,23 pontos percentuais, passando de 37,95% para 45,18%, revertendo uma redução de 2,77 pontos observada em 2025.
Ao final de setembro de 2026, Paraitinga ostentava o maior percentual de volume útil entre as cinco represas, enquanto Ponte Nova apresentava o menor. Todas as represas encerraram o mês com níveis superiores aos registrados em 30 de setembro de 2025, reforçando a recuperação hídrica do sistema.
A distribuição das chuvas em setembro de 2026 também revelou variações entre as represas. Taiaçupeba registrou o maior volume de precipitação, com 264,6 milímetros. Em seguida, vieram Paraitinga, com 254,4 milímetros, e Biritiba, com 244 milímetros. As represas de Ponte Nova e Jundiaí registraram 241,6 milímetros e 232 milímetros, respectivamente.
Essa distribuição, embora com diferenças, contribuiu para o aumento generalizado dos níveis, demonstrando a eficácia da captação de água em todo o complexo do Alto Tietê. O monitoramento contínuo desses dados é essencial para a gestão estratégica dos recursos hídricos.
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