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Alunos e idosos conectam memórias no lançamento de projeto intergeracional em Mogi das Cruzes

Nesta terça-feira (06), o Museu de Vivências Educacionais (Muve) sediou o primeiro encontro do projeto “Mogi de Ontem, Mogi de Hoje: Histórias que Conectam Gerações”. Durante a tarde, estudantes do 5º ano da Escola Municipal Carlos Alberto Lopes, do bairro Mogilar, dividiram experiências com veteranos do Concurso Miss e Mister Longevidade.

Desenvolvido em parceria entre as secretarias municipais da Longevidade e da Educação, o projeto busca resgatar as principais lembranças do município por meio do diálogo entre diferentes gerações. Esta primeira fase funcionará como um projeto-piloto, com 10 atividades programadas até novembro, com o objetivo de integrar oficialmente o calendário letivo a partir de 2027.

A professora Carolina Martins levou um grupo formado por 17 alunos, que demonstraram interesse pelas informações e fizeram vários questionamentos aos idosos presentes. “Estamos trabalhando a geografia e a história de Mogi das Cruzes em nossas aulas, ou seja, essa é uma oportunidade para enriquecer ainda mais o aprendizado da turma”, explicou.

O projeto “Mogi de Ontem, Mogi de Hoje: Histórias que Conectam Gerações” foi lançado no mês passado, durante as comemorações pelo 466º aniversário da cidade, com a presença da prefeita Mara Bertaiolli. “Toda pessoa tem uma história para contar, independentemente da profissão, condição ou estilo de vida”, afirmou na ocasião.

O primeiro encontro intergeracional comprovou justamente isso. A assistente social Marinalva Borges de Souza, por exemplo, contou às crianças que nasceu em Caem, interior da Bahia, município tão pequeno que não consta no mapa até os dias de hoje. “Vim para São Paulo com cinco anos de idade e estou em Mogi das Cruzes até hoje”, revelou.

O aposentado Sérgio Luís de Oliveira também falou sobre sua cidade de origem, no Estado do Paraná, e do desenvolvimento de Mogi das Cruzes testemunhado nas últimas décadas.

A secretária da Longevidade, Camilla Taceli, comemorou o sucesso do primeiro evento. “Essa iniciativa atende ao desejo dos próprios idosos de participarem mais ativamente da comunidade, uma demanda identificada após escutarmos mais de 400 cidadãos da terceira idade neste ano”, explicou.

O projeto representa uma oportunidade para fortalecer o sentimento de pertencimento da população e valorizar a memória coletiva do município. A iniciativa valorizará o território e suas histórias, assim como as pessoas idosas e os saberes que podem compartilhar com as novas gerações, especialmente por meio da roda de conversa.

Nesta etapa, o projeto conta com a parceria da UMC – Universidade de Mogi das Cruzes por meio do Curso de Psicologia.

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