A Polícia Legislativa do Senado Federal mobilizou-se rapidamente para investigar uma ameaça direcionada ao senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL), identificando o autor de uma postagem nas redes sociais. A ação resultou na condução de um homem para prestar depoimento em Juiz de Fora, Minas Gerais, cidade onde o senador tem um compromisso de campanha nos próximos dias.
O episódio reacende o debate sobre a segurança de figuras públicas, especialmente em períodos eleitorais, e traz à memória o ataque sofrido por Jair Bolsonaro em 2018, também em Juiz de Fora. A campanha de Flávio Bolsonaro elogiou a agilidade das forças de segurança na resposta à intimidação online.
No último sábado, a Polícia Legislativa do Senado, por meio de seu setor de inteligência, atuou de forma decisiva para identificar o indivíduo responsável pela ameaça. A rápida resposta foi destacada pela campanha do senador, que ressaltou a importância da vigilância em ambientes digitais.
O suspeito foi alvo de um mandado de busca e apreensão, executado com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais. Após a operação, o homem foi levado para depor na cidade de Juiz de Fora, onde a ameaça ganhou contornos mais específicos, dada a agenda de campanha de Flávio Bolsonaro na localidade.
A ameaça, identificada pela sala de situação de inteligência da Polícia do Senado, consistia em uma publicação nas redes sociais de Flávio Bolsonaro. O comentário continha a frase “dessa vez deixa comigo”, acompanhada de emojis de facas, o que foi interpretado como uma clara intimidação de violência física.
A campanha do senador fez questão de ressaltar a gravidade da postagem, citando trechos da decisão judicial que autorizou a operação. Segundo a decisão, a mensagem “não pode ser tratada simplesmente como crítica política ou manifestação de pensamento”, sublinhando o caráter de ameaça direta. O incidente remete ao ataque a faca sofrido por Jair Bolsonaro em 2018, reforçando a preocupação com a segurança de políticos em campanha.
A atuação da Polícia Legislativa do Senado neste caso faz parte de um conjunto mais amplo de medidas de segurança institucional. A Secretaria de Polícia do Senado tem implementado estratégias para o período eleitoral de 2026, com foco na proteção de parlamentares em campanha.
Um trabalho contínuo de inteligência é realizado para monitorar e acompanhar as agendas públicas dos legisladores, visando antecipar e mitigar riscos. A investigação sobre a ameaça a Flávio Bolsonaro segue sob sigilo, garantindo o devido processo legal e a presunção de inocência do suspeito, conforme informado pela nota oficial.
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