Imagem gerada com IA
Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, revela um cenário de empate técnico na avaliação do governo. Os dados indicam que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 47% a aprovam, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Este resultado representa uma significativa melhora na imagem do governo nos últimos meses, com a diferença entre os índices de desaprovação e aprovação reduzindo-se drasticamente.
Em abril, a disparidade entre aprovação e desaprovação era de nove pontos. Em maio, essa diferença caiu para três pontos e, na pesquisa mais recente, atingiu apenas um ponto percentual. Esta tendência de aproximação dos índices sugere uma mudança na percepção pública, consolidando um momento de maior equilíbrio na avaliação da administração.
Os números gerais da pesquisa Quaest de junho mostram que a desaprovação do governo registrou 48%, uma leve queda em relação aos 49% de maio, 52% de abril e 51% de março. Paralelamente, a aprovação subiu para 47%, comparado a 46% em maio, 43% em abril e 44% em março. O percentual de entrevistados que não souberam ou não responderam manteve-se estável em 5%.
A evolução desses dados indica uma trajetória de recuperação para o governo, que tem visto seu índice de desaprovação diminuir e o de aprovação crescer progressivamente. Essa inversão de tendência é um ponto crucial para a análise do cenário político atual, refletindo a dinâmica da opinião pública em relação às políticas e ações governamentais.
Um dos movimentos mais notáveis da pesquisa foi observado entre os eleitores que se declaram independentes, grupo que corresponde a um terço do eleitorado e é considerado decisivo em eleições. A desaprovação do governo neste segmento caiu de 58% em abril para 52% em maio, chegando a 47% na pesquisa atual. No mesmo período, a aprovação entre os independentes subiu de 32% em abril para 37% em maio, alcançando 41% em junho.
Analisando por gênero, as mulheres demonstram maior apoio, com 49% de aprovação e 44% de desaprovação, sendo um eleitorado fundamental. Já entre os homens, a desaprovação é mais acentuada, com 53% desaprovando e 44% aprovando. No recorte etário, o eleitorado mais jovem (16 a 34 anos) também apresentou uma redução na desaprovação, de 55% para 50%, enquanto a aprovação subiu de 41% para 43% em um mês.
A pesquisa Quaest também detalha a aprovação do governo em diferentes regiões e estratos sociais. O Nordeste continua sendo a região com maior apoio ao presidente, registrando 61% de aprovação e 34% de desaprovação. No Sudeste, a desaprovação diminuiu de 54% para 51%, e a aprovação subiu de 40% para 43%, reduzindo a diferença de 14 para oito pontos.
Por outro lado, o Sul apresenta o maior índice de desaprovação, com 63% dos entrevistados desaprovando a gestão e 33% aprovando. No Centro-Oeste e Norte, a desaprovação é de 50% e a aprovação de 44%. Em relação à religião, o eleitorado evangélico mantém uma desaprovação de 60% e aprovação de 35%, embora a diferença tenha diminuído de 40 para 25 pontos desde abril. Entre os católicos, a aprovação é de 51% e a desaprovação de 44%.
A Quaest também avaliou o conhecimento e a aprovação de algumas medidas recentes do governo. As ações para reduzir o preço dos combustíveis são as mais conhecidas e aprovadas, com 53% dos entrevistados manifestando apoio. O fim da “taxa das blusinhas” também obteve aprovação de 45% do público. No entanto, 50% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento sobre o programa “Brasil contra o Crime Organizado”.
A avaliação geral do governo mostra que 38% o consideram negativo (uma queda em relação a 39% em maio), 34% positivo (estável em relação a maio) e 26% regular (um aumento em relação a 25% em maio). Esses dados indicam que, embora a desaprovação geral tenha diminuído, ainda há um desafio na comunicação de algumas iniciativas governamentais.
O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. As entrevistas foram realizadas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026, garantindo a conformidade com as normas eleitorais. Para mais detalhes sobre a metodologia de pesquisas, você pode consultar fontes especializadas em análises de mercado.
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