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Arborização urbana em Mogi das Cruzes fica abaixo de 50%, revela levantamento

Um recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que Mogi das Cruzes possui um índice de arborização urbana abaixo da metade de seus domicílios. Com apenas 49,79% das residências localizadas em vias com pelo menos uma árvore no entorno, a cidade figura como a terceira com menor cobertura vegetal entre os dez municípios do Alto Tietê. Os dados ressaltam a disparidade regional e a importância do planejamento urbano para a qualidade de vida da população.

A pesquisa do IBGE avalia a presença de árvores no entorno dos domicílios, oferecendo um panorama da cobertura vegetal nas áreas urbanas. No Alto Tietê, a situação varia significativamente entre as cidades. Enquanto Salesópolis apresenta o menor índice da região, com 33,59% dos domicílios arborizados, Guararema se destaca positivamente, liderando o ranking com 84,68%. Mogi das Cruzes, com seus 49,79%, é superada apenas por Santa Isabel (47,53%) e Salesópolis.

Panorama da arborização no Alto Tietê: dados do IBGE

Outros municípios da região também exibem diferentes níveis de arborização: Arujá (72,72%), Suzano (62,56%), Ferraz de Vasconcelos (60,9%), Poá (59,1%), Biritiba-Mirim (55,42%) e Itaquaquecetuba (54,28%). Esses números evidenciam a necessidade de políticas públicas focadas na expansão e manutenção das áreas verdes, considerando as particularidades de cada localidade.

Benefícios da arborização urbana para a qualidade de vida

A presença de árvores nas cidades transcende a mera estética, impactando diretamente a qualidade de vida dos moradores. Conforme destaca um especialista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a arborização contribui para a redução da temperatura ambiente, o aumento da umidade do ar e a absorção de poluentes. Esses fatores são cruciais para mitigar os efeitos das ilhas de calor urbanas e melhorar a saúde respiratória.

Além dos benefícios ambientais, as árvores oferecem conforto psicológico e mental. Elas ajudam a reduzir o estresse, os níveis de cortisol, a ansiedade e a depressão. A presença de áreas verdes também incentiva atividades físicas como caminhadas e ciclismo, promovendo a convivência social e embelezando o ambiente urbano, tornando-o mais acolhedor e funcional para a população.

Mogi das Cruzes e as iniciativas para ampliar a cobertura verde

Em resposta ao cenário de arborização, a Prefeitura de Mogi das Cruzes tem implementado diversas ações e programas. A administração municipal informou que, desde o início da atual gestão, foram plantadas 3748 mudas na cidade. Ações contínuas de plantio são realizadas pela Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente em praças, áreas públicas, avenidas, postos de saúde e escolas.

A cidade conta com o Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU), um instrumento de planejamento que identifica áreas prioritárias, recomenda espécies nativas da Mata Atlântica e orienta o manejo das árvores. O PMAU também promove ações de educação ambiental, visando aumentar a cobertura verde e proporcionar benefícios como conforto térmico e abrigo para a fauna. Programas como o “Brotos de Mogi” e o “Resíduo Vira Muda” incentivam o plantio, este último permitindo a troca de resíduos recicláveis por mudas produzidas pelo Viveiro Municipal, que atualmente possui cerca de 4 mil mudas de espécies nativas. Para orientar a população, o município disponibiliza uma Cartilha de Arborização Urbana.

Outros municípios da região buscam a rearborização

Santa Isabel, que também figura entre as cidades com menor índice de arborização, tem promovido ações para reverter esse quadro. A Prefeitura local, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Agropecuário, realiza plantios e reposição de árvores, produz mudas em seu viveiro e executa plantios compensatórios. A administração municipal destacou o programa “Rearboriza Santa Isabel”, que visa ampliar a cobertura vegetal urbana, com plantios em corredores importantes e monitoramento das mudas.

Apesar dos esforços de Mogi das Cruzes e Santa Isabel, Salesópolis, que registra o menor índice de arborização do Alto Tietê, não se manifestou sobre suas ações até a última atualização da reportagem. A busca por recursos e a participação em iniciativas de ampliação da arborização urbana são estratégias adotadas pelos municípios para enfrentar o desafio da baixa cobertura vegetal.

Redação on-line

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