O escritor e ex-candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), formalizou nesta quinta-feira (8) seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. A decisão, no entanto, foi acompanhada de uma ressalva clara: o suporte não se configura como um “cheque em branco”. Cury enfatizou que ele e a população brasileira estarão vigilantes para cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo senador.
A declaração marca uma mudança na postura inicial de Cury, que havia manifestado a intenção de não apoiar nenhum dos candidatos no segundo turno, após críticas a ambos. O posicionamento atual surge após intensas conversas e a assinatura de um compromisso público por parte de Flávio Bolsonaro, aceitando as propostas apresentadas pelo escritor.
Augusto Cury, natural de Ribeirão Preto (SP), que obteve mais de três milhões de votos no primeiro turno da corrida presidencial, detalhou que sua decisão de apoiar Flávio Bolsonaro foi tomada após o senador o ouvir “de maneira profunda e inteligente”. O escritor destacou que o candidato do PL aceitou suas propostas e assinou um documento formalizando o compromisso.
Em suas redes sociais, Cury afirmou: “Neste segundo turno, decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro, que está reivindicando o seu primeiro mandato e depois fim da reeleição. Mas deixo claro não é um cheque em branco, é um compromisso comigo e com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar”. A fala reforça a natureza condicional do apoio e a expectativa de fiscalização popular.
A base do apoio de Augusto Cury reside em uma série de propostas que, segundo ele, foram aceitas e formalmente assinadas por Flávio Bolsonaro em uma carta de compromissos. Cury ressaltou que não buscou cargos ou influência, mas exigiu um compromisso genuíno com a melhoria do Brasil. A conversa entre os dois, descrita como “olho no olho”, resultou em um acordo sobre pautas consideradas cruciais pelo escritor.
Entre os pontos de compromisso divulgados, destacam-se:
Cury enfatizou a exigência de um governo sem ódio ou vingança, pautado pela união e pelo foco em soluções para o país.
A decisão de Augusto Cury se insere no contexto do segundo turno das eleições de 2026, que será disputado em 25 de outubro. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 45,15%. Cury, que inicialmente criticou ambos os candidatos e prometeu silêncio, explicou que a reflexão e a consciência foram fundamentais para seu posicionamento.
O escritor também reiterou sua oposição ao projeto de governo de Lula e à reeleição, afirmando que sua não-adesão ao petista não é uma questão pessoal, mas sim ideológica. A confirmação do apoio a Flávio Bolsonaro ocorreu após uma conversa telefônica, culminando na formalização do compromisso público que agora pauta a aliança.
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