O escritor e candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), prometeu um pronunciamento em breve após sua terceira colocação no primeiro turno das eleições de 2026. A declaração, feita nesta quarta-feira (7) nas redes sociais, veio acompanhada de uma forte crítica ao que ele denominou de “guerra de ódios”, defendendo a necessidade de pacificar o país.
A manifestação de Cury ocorre dias depois de ele ter anunciado, no domingo (4), logo após a apuração dos votos, que se afastaria da política e permaneceria em silêncio. Sem declarar apoio a nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT), o escritor indicou que seu foco agora será discutir projetos e pautas importantes com seus eleitores.
Augusto Cury justificou seu período de silêncio após o resultado eleitoral, explicando que as decisões humanas mais significativas são frequentemente tomadas em momentos de introspecção. Ele enfatizou a importância de saber se silenciar para conseguir se ouvir, um passo que considera essencial para a sabedoria e para evitar atitudes precipitadas.
Em sua publicação, Cury pediu paciência aos seus seguidores. “Por favor, tenham paciência. Quem não é amigo da paciência, não é amigo da sabedoria. Quem não é amigo da sabedoria, toma atitudes precipitadas e inadequadas. Em breve, eu me pronunciarei e, por favor, aguardem”, declarou o escritor, sinalizando que seu retorno à comunicação pública será para abordar temas relevantes.
Um dos pontos centrais da manifestação de Augusto Cury foi a crítica veemente à polarização política e social. Ele descreveu o cenário atual como uma “guerra de ódios” e reiterou a urgência de pacificar o Brasil, um país que ele considera “tão dividido, tão dilacerado”.
O candidato prometeu que, em seu futuro pronunciamento, conversará “olho no olho” com seus eleitores para tratar de pautas que visam a união e a superação das divisões. A pacificação do país surge como um tema recorrente em suas declarações, indicando uma preocupação com o clima de animosidade.
Além da crítica à polarização, Augusto Cury destacou sua intenção de focar na apresentação de projetos para o futuro do Brasil. Ele mencionou a necessidade de “repaginar a educação” para formar pensadores, em vez de meros repetidores de informação, e de buscar uma saúde que o país nunca teve.
Outras pautas importantes citadas por Cury incluem a proteção das mulheres, que ele considera “o ouro da humanidade”, e a garantia de um futuro para as crianças em um país que descreveu como “completamente dividido e endividado”. Essas propostas refletem uma agenda social e educacional que o escritor pretende discutir.
No primeiro turno das eleições de 2026, Augusto Cury obteve 2,89% dos votos válidos, totalizando 3.448.569 eleitores em todo o país. O resultado o posicionou como o terceiro colocado na disputa pela presidência, não avançando para o segundo turno.
Flávio Bolsonaro (PL) liderou o primeiro turno com 56.104.268 votos, correspondendo a 47,03% dos votos válidos. Em seguida, Lula (PT) recebeu 53.876.617 votos, ou 45,16% do total. A diferença entre os dois candidatos foi de 2.227.651 votos, indicando uma disputa acirrada para a próxima fase do pleito. Para mais detalhes sobre os resultados eleitorais, acesse a cobertura completa em g1.globo.com.
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