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Brócolis domina a produção agrícola em Mogi das Cruzes durante o período de frio

O protagonismo do brócolis na safra de outono e inverno

A transição das estações traz mudanças significativas para o campo, alterando tanto os hábitos de consumo quanto o planejamento agrícola. Na chácara dos Baianos, localizada no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, o foco atual está voltado para o cultivo do brócolis. A cultura tornou-se a principal aposta do produtor Josias Barbosa de Morais para os meses de outono e inverno, representando cerca de 70% de toda a sua produção no período.

O agricultor destaca que a escolha pela hortaliça é estratégica e baseada na demanda sazonal. Com a chegada das temperaturas mais baixas, a procura pelo produto cresce de forma expressiva. Segundo o produtor, a demanda atual supera a capacidade de atendimento, mesmo com cerca de 8 mil pés plantados na propriedade, que abastecem o Alto Tietê e diversas regiões do estado de São Paulo.

Logística e relacionamento com o consumidor

Diferente do modelo tradicional de distribuição, a chácara não realiza entregas. O sistema de vendas é baseado na retirada direta pelo cliente, que se desloca até o local para buscar os produtos. Para otimizar a operação, Josias Barbosa de Morais implementou uma logística simplificada, permitindo que os compradores retirem suas encomendas mesmo durante o período em que ele está em campo realizando o manejo das plantações.

Essa fidelização da clientela é um pilar importante para o negócio, garantindo o escoamento da produção. No entanto, o cenário econômico impõe barreiras que desafiam a sustentabilidade financeira da atividade agrícola, exigindo um planejamento rigoroso para manter a viabilidade do cultivo diante das oscilações do mercado.

Desafios financeiros e o impacto dos custos de produção

Apesar da alta procura, o produtor enfrenta um cenário de pressão sobre as margens de lucro. O valor de venda do maço de brócolis permanece em R$ 8,30, mantendo o preço praticado no ano anterior. Em contrapartida, os insumos necessários para o cultivo, especialmente os fertilizantes, registraram aumentos expressivos, dificultando a manutenção da rentabilidade.

O agricultor relata que o custo de insumos essenciais, que anteriormente era de 200 sacas de 50 quilos, saltou para 378 sacas. Esse reajuste representa uma alta que pode chegar a 80%, gerando incertezas sobre a continuidade da produção com os preços atuais. Para mais informações sobre o setor agrícola, consulte o portal Ministério da Agricultura.

Redação on-line

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