Câmeras corporais: STF aprova planejamento do Governo de SP para uso dos equipamentos

O Supremo Tribunal Federal aceitou nesta quarta-feira (24) o cronograma do Governo de São Paulo para utilização do apoio ao patrulhamento ostensivo com sistemas de monitoramento por imagens e uso de câmeras corporais em ações policiais. Na decisão, o ministro Luís Roberto Barroso destacou o compromisso já assumido pelo estado para a utilização dos equipamentos, acolheu os argumentos da Procuradoria Geral do Estado (PGE/SP) e rejeitou pedido da Defensoria Pública de suspensão de liminar para uso imediato dos dispositivos.

“O Estado de São Paulo comprometeu-se a adotar as medidas necessárias para efetivar o uso de câmaras corporais pela polícia, a partir da apresentação de um cronograma. Seus marcos fundamentais incluem: a publicação do edital, prevista para maio deste ano; a assinatura do contrato com o licitante vencedor, prevista para junho; e a efetiva instalação e capacitação dos operadores, prevista para setembro”, escreveu o presidente do STF.

A PGE/SP informou à Corte que o Governo de São Paulo mantém atualmente 10.125 câmeras corporais em operação em 267 dos 510 batalhões da Polícia Militar. Por questões orçamentárias e de logística, a compra de equipamentos é gradual – a Secretaria da Segurança Pública prevê novas licitações, uma delas para a aquisição de mais de 3 mil equipamentos.

De acordo com o governo, o monitoramento terá avanço tecnológico e mais funcionalidades, entre elas a leitura de placas para identificação de veículos roubados ou furtados e novos recursos de áudio para que as equipes policiais possam solicitar apoio durante operações. Também há previsão de uso de câmeras em viaturas e em locais públicos estratégicos para identificação de crimes em tempo real.

“O Estado realizou e tornou público o planejamento da estratégia de expansão da aquisição e utilização das câmeras, prevendo de maneira adequada a alocação de custos, o processo licitatório, e a logística de capacitação de seus operadores. Tudo isso como parte da complexa tarefa de aprimorar o sistema de segurança pública. Portanto, diante do compromisso assumido pelo Estado, neste momento, não é necessário expedir ordem judicial determinando que o Estado faça aquilo que já se comprometeu a fazer”, acrescenta a decisão do STF.

 

Redação on-line

Recent Posts

A força invisível: O empreendedorismo feminino como motor econômico do Alto Tietê

Por Clau Camargo Presidente do Fundo Social de Solidariedade de Arujá Chegamos a mais um…

1 dia ago

Itaquá promove programação especial e integrada durante mês da mulher

A Prefeitura de Itaquaquecetuba vai realizar ao longo de março uma ampla programação em celebração…

1 dia ago

GCM de Itaquá desarticula duas casas-bomba e apreende 7,4 mil drogas

A Guarda Civil Municipal de Itaquaquecetuba deflagrou, nesta semana, a Operação Psicose com foco na…

1 dia ago

Mãe Itaquá amplia o cuidado e fortalece o apoio às gestantes do município

Em mais uma ação voltada à valorização da vida e ao cuidado com as famílias…

1 dia ago

Discos, livros e artesanato: feiras movimentam o Suzano Shopping

Fãs de discos de vinil, de livros e de artesanato têm bons motivos para visitar…

1 dia ago

OAB Suzano-SP recebe Adrilles Jorge para debater Politização da Justiça em Simpósio de Direito Eleitoral

O vereador de São Paulo Adrilles Jorge (União Brasil) será um dos expositores, nesta segunda-feira…

1 dia ago