O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assegurou nesta segunda-feira (31) que o estado não enfrentará racionamento ou rodízio de água, apesar da preocupante redução no armazenamento do Sistema Cantareira. O principal manancial que abastece a capital paulista e municípios da Região Metropolitana registrou uma queda para 33% de sua capacidade total durante o mês de agosto.
A declaração do governador busca tranquilizar a população diante da iminente chegada do fim do período de estiagem de chuvas. Ele detalhou as estratégias e investimentos que estão sendo implementados para garantir o abastecimento contínuo e evitar medidas drásticas de restrição.
Dados divulgados pela própria Sabesp indicam que, entre 1º e 31 de agosto, o volume de água armazenado no Sistema Cantareira diminuiu de 36% para 33% da capacidade total. Essa redução acende um alerta, pois o reservatório pode atingir o final do período de estiagem com níveis abaixo dos 30%, um patamar considerado crítico.
Tarcísio de Freitas reconheceu a gravidade da situação. “A questão dos mananciais, obviamente, sempre nos preocupa. A gente tem feito investimentos e tomado medidas, algumas medidas às vezes que não são fáceis, mas são importantes”, afirmou o governador, ressaltando o compromisso do governo com a gestão hídrica.
Um dos grandes desafios apontados pelo governador é a idade avançada da rede de distribuição de água em São Paulo. Com trechos que datam de 50 a 70 anos, a infraestrutura apresenta significativas perdas de água, o que agrava a situação durante períodos de seca. Para mitigar esse problema, medidas de restrição no consumo têm sido adotadas.
“Nós temos uma rede aqui em São Paulo muito antiga, uma rede que tem 50 e, em alguns casos, até 70 anos. É uma rede que perde muita água e é por isso que você toma medidas de restrição, principalmente nos horários de menor consumo”, explicou Tarcísio. Ele enfatizou que, embora essas ações causem transtornos à população, elas são cruciais para economizar grandes volumes de água e, assim, afastar a necessidade de racionamento ou rodízio.
Para garantir a segurança hídrica a longo prazo, o governo estadual e a Sabesp estão concentrando esforços em investimentos estratégicos. A expansão e a interligação de bacias hidrográficas são prioridades, visando otimizar o aproveitamento dos recursos hídricos, especialmente durante os períodos chuvosos.
“Nós temos investido na interligação de bacias e na expansão dos reservatórios. Reservação é fundamental que a gente aproveite o período chuvoso, escoamento superficial para acumular água”, declarou o governador. Ele informou que mais de 440 reservatórios estão em construção em todo o estado. Um exemplo notável é a Baixada Santista, que receberá 23 novos reservatórios, projetados para atenuar a escassez de água, especialmente nos meses de maior consumo, como o verão. O Sistema Cantareira, por sua vez, permanece em faixa de alerta, exigindo monitoramento constante.
Para mais informações sobre o sistema de abastecimento de água em São Paulo, consulte o site oficial da Sabesp.
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