Em um momento crucial para a decisão dos eleitores, o debate com os candidatos ao Governo do Distrito Federal, promovido pela TV Globo e transmitido ao vivo, tornou-se um palco essencial para a apresentação de propostas e a confrontação de ideias. A mediação do jornalista Heraldo Pereira nos estúdios da emissora em Brasília garantiu um ambiente de discussão sobre temas relevantes para a população local.
A equipe de checagem de fatos do g1, conhecida como Fato ou Fake, analisou as principais declarações dos participantes. Este trabalho é fundamental para oferecer clareza e precisão, permitindo que os cidadãos avaliem as informações apresentadas com base em dados concretos e verificáveis. A seguir, um detalhamento das afirmações e suas respectivas verificações.
O candidato Kiko Caputo (Novo) fez duas afirmações sobre a segurança pública e a criminalidade no Distrito Federal. A primeira, de que o PT, quando administrou o DF, viu Brasília figurar entre as 50 cidades mais violentas do mundo, foi confirmada como FATO.
Um levantamento internacional de 2012, realizado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, colocou Brasília na 49ª posição. Este ranking considerava cidades com mais de 300 mil habitantes e baseava-se na taxa de homicídios. No entanto, já em 2013, a capital federal deixou essa lista. O período de 2011 a 2014, quando o PT administrava o DF, abrangeu o ano da pesquisa.
A segunda declaração de Kiko Caputo, que reconhecia a diminuição dos crimes violentos, mas apontava aumento no feminicídio e no roubo de celulares, foi classificada como #NÃOÉBEMASSIM. De fato, o número de feminicídios no Distrito Federal apresentou crescimento, passando de 22 casos em um ano para 28 no ano seguinte, conforme o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Isso representa um aumento de 28%.
Contudo, em relação ao roubo de celulares, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública indica uma diminuição, com os casos caindo de 8.170 para 6.709 entre os anos analisados. O furto de celulares também registrou queda. A campanha do candidato esclareceu que a comparação foi feita entre anos específicos, onde os furtos de celulares teriam aumentado cerca de 34% em um período de quatro anos, citando outras fontes.
Leandro Grass (PT) afirmou que o programa Saúde em Casa foi criado por Cristovam Buarque, filiado ao PT na época. Esta declaração foi verificada como FATO.
O programa Saúde em Casa foi implementado em 1997, durante a gestão de Cristovam Buarque no Governo do Distrito Federal. Sua formalização no Sistema Único de Saúde do DF (SUS-DF) ocorreu por meio de uma lei sancionada em dezembro de 1998. Naquele período, Cristovam Buarque era de fato filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
A candidata Paula Belmonte (PSDB) mencionou que as contas públicas do DF já apresentavam um déficit de R$ 6 bilhões, além de um escândalo envolvendo o BRB. Esta afirmação foi confirmada como FATO.
A informação sobre o déficit foi ratificada pelo secretário de Economia, Valdivino José de Oliveira, em agosto de um ano recente, ao apresentar o balanço das contas públicas do primeiro semestre. A campanha da candidata reforçou que o próprio secretário havia projetado um déficit entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, com a expectativa de transformá-lo em superávit.
Ricardo Cappelli (PSB) fez duas importantes declarações sobre o orçamento e a infraestrutura do Distrito Federal. A primeira, de que o orçamento do ano corrente é de R$ 74 bilhões e representa um recorde, foi classificada como FATO.
A Lei Orçamentária para o ano em questão realmente prevê um orçamento estimado em aproximadamente R$ 74 bilhões, sendo uma parte considerável proveniente do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Houve um aumento significativo de cerca de 54% no orçamento total do DF em um período de quatro anos, confirmando que o valor nominal para o ano corrente é de fato um recorde na série recente.
A segunda afirmação de Cappelli, de que o quilômetro do metrô custa em torno de R$ 100 milhões, foi avaliada como #NÃOÉBEMASSIM. O custo de construção de um quilômetro de metrô é bastante variável, dependendo de fatores como o tipo de terreno, a profundidade da instalação e a densidade urbana da área.
Embora uma expansão recente do metrô no DF tenha sido estimada em cerca de R$ 111 milhões por quilômetro, próximo ao valor citado, estudos técnicos mais amplos para novas linhas preveem custos significativamente maiores, como R$ 254,3 milhões por quilômetro em média para uma nova linha, e até R$ 367,1 milhões por quilômetro para outra expansão já contratada. A campanha do candidato justificou o valor como uma
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