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O cenário político cearense ganha novos contornos com o anúncio da pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará nas eleições de 2026. O lançamento ocorreu em um evento com expressiva participação de apoiadores e lideranças políticas, marcando o retorno de uma figura central à disputa pelo Palácio da Abolição. A movimentação sinaliza uma reconfiguração das forças de oposição e a promessa de um embate eleitoral intenso.
Durante o evento, realizado em um centro educacional na capital cearense, Ciro Gomes, acompanhado de sua esposa e de um grande número de simpatizantes, proferiu um discurso que mesclou críticas à atual gestão estadual com um forte apelo à lealdade e gratidão. A formalização da pré-candidatura pelo PSDB, partido ao qual Ciro retorna, posiciona-o como um dos principais nomes para as próximas eleições, prometendo um debate aprofundado sobre os rumos do estado.
O lançamento da pré-candidatura de Ciro Gomes Ceará ocorreu em um sábado, em um centro educacional na região do Conjunto Ceará, em Fortaleza. O evento foi palco para importantes declarações, incluindo o convite formal ao ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, para compor a chapa como candidato a vice-governador. Essa aliança estratégica busca unir diferentes segmentos políticos em torno do projeto.
Além disso, Ciro Gomes mencionou outras articulações, indicando que o deputado Capitão Wagner deve concorrer ao Senado Federal e que Pastor Alcides é o nome sugerido pelo PL. A presença de figuras como Mauro Filho e Tasso Jereissati, que discursou antes de Ciro, reforçou o apoio à sua candidatura. Jereissati, inclusive, destacou que Ciro recusou uma proposta para disputar a Presidência da República em favor da corrida pelo governo cearense, sublinhando seu compromisso com o estado.
A candidatura ainda aguarda a confirmação em convenção estadual do partido, prevista para ocorrer até o mês de agosto, seguindo os trâmites eleitorais. Este passo é fundamental para a oficialização da chapa e o início formal da campanha.
Esta será a segunda vez que Ciro Gomes disputa o Governo do Ceará. Em sua primeira eleição, em 1990, ele foi eleito, mas deixou o cargo em 1994 para assumir o Ministério da Fazenda no governo do então presidente Itamar Franco. Seu retorno agora o coloca em rota de colisão com o grupo político que atualmente detém o poder no estado, e do qual ele próprio fez parte no passado.
Atualmente, esse grupo é liderado pelo senador e ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e por seu irmão, o senador e ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). A trajetória desse bloco político teve início em 2006, com a eleição de Cid para o governo, consolidando uma hegemonia que Ciro agora busca desafiar. A disputa promete ser um dos pontos altos das eleições de 2026, dado o histórico e a força dos envolvidos.
Nascido em 1957 em Pindamonhangaba (SP), Ciro Gomes mudou-se para Sobral (CE) em 1961, cidade natal de seu pai, que foi prefeito local. Sua carreira política teve início em 1982, quando foi eleito deputado estadual. Em 1988, conquistou a Prefeitura de Fortaleza e, em 1990, foi eleito governador do Ceará.
Após sua passagem pelo governo estadual e pelo Ministério da Fazenda, Ciro Gomes disputou a Presidência da República em 1998 e 2002. Ele também atuou como Ministro da Integração Nacional no primeiro governo Lula e foi eleito deputado federal pelo Ceará em 2006, sendo o mais votado do estado. Sua trajetória inclui ainda a presidência da Transnordestina e mais duas candidaturas presidenciais em 2018 e 2022.
A coesão do grupo político dos Ferreira Gomes foi abalada em 2022, com o rompimento público entre os irmãos Cid e Ciro Gomes. A divergência central girou em torno da escolha do sucessor de Camilo Santana no governo do estado. Enquanto Ciro defendia o nome de Roberto Cláudio, parte da aliança, incluindo Camilo e Cid, apoiava a então governadora Izolda Cela.
A decisão do PDT, à época partido de Ciro, de bancar Roberto Cláudio, levou ao rompimento da aliança e à eleição de Elmano de Freitas (PT). O impacto dessa cisão foi sentido nas eleições municipais de 2024 em Sobral, onde o grupo dos Ferreira Gomes perdeu a prefeitura após quase três décadas de domínio, com a vitória de Oscar Rodrigues (União Brasil) sobre a aliada Izolda Cela (PSB).
A filiação de Ciro Gomes ao PSDB em outubro de 2025 marca um retorno ao partido pelo qual foi eleito governador em 1990. Ao longo de sua carreira, Ciro transitou por diversas legendas, incluindo PMDB, PPS, PSB, PROS e PDT. Seu retorno aos tucanos é visto como um movimento estratégico para a reorganização da oposição ao atual governo do Ceará.
A mudança já gerou frutos, com a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa saltando de um para sete deputados durante a janela partidária, tornando-se a terceira maior da Casa. Essa movimentação fortalece a base de apoio para a pré-candidatura de Ciro, que agora se prepara para a convenção de agosto, onde sua indicação oficial ao Governo do Ceará deverá ser confirmada, visando repetir o sucesso eleitoral da década de 1990.
Para mais informações sobre o cenário político brasileiro, consulte G1 Política.
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