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Viagem de ex-governador ao Peru levanta suspeitas de ligação com Vorcaro

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está no centro de uma controvérsia após viajar ao Peru em um avião ligado a uma empresa associada a Daniel Vorcaro, investigado por corrupção. A viagem ocorreu em novembro de 2025 para assistir à final da Libertadores, e Castro estava acompanhado de familiares e convidados.

Conexões empresariais e investigações

A aeronave utilizada por Castro é gerida pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda, empresa que, segundo a Polícia Federal, está envolvida em uma rede de corrupção. Arthur Martins de Figueiredo, sócio da Prime, é apontado como operador de Vorcaro, movimentando e ocultando sua fortuna. As investigações revelaram que Arthur, embora trabalhasse oficialmente para a Prime, beneficiava Vorcaro.

Investimentos polêmicos e implicações

Durante o governo de Castro, o RioPrevidência investiu cerca de 1 bilhão de reais no Banco Master, ligado a Vorcaro. A operação foi considerada de alto risco. Além disso, a Cedae investiu 200 milhões de reais na mesma instituição. O ex-governador nega qualquer relação entre os investimentos e sua viagem ao Peru.

Defesas e declarações

Cláudio Castro afirma não conhecer Arthur e que a viagem foi um convite do advogado Willer Tomaz. Tomaz, por sua vez, confirmou ser cliente da Prime, mas nega conhecer Arthur ou Vorcaro. Ele também declarou estar vendendo suas cotas na empresa devido à exposição negativa.

Repercussão e investigações em andamento

A ligação entre a Prime e Vorcaro foi descoberta durante a operação Quasar, que investiga esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes. O caso já é de conhecimento do STF, sob relatoria do ministro André Mendonça. A situação levanta questões sobre a gestão de recursos públicos e possíveis conflitos de interesse durante o governo de Castro.

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