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Diesel: governo promete ações para conter alta de preços em meio a cenário global

O governo brasileiro está intensificando seus esforços para controlar o preço do óleo diesel no mercado interno, um movimento crucial para mitigar o impacto da inflação e garantir a estabilidade econômica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em declaração recente, reiterou o compromisso de sua administração em adotar todas as medidas necessárias para conter a escalada dos valores, que têm sido diretamente influenciados pelo cenário geopolítico internacional, especialmente a guerra no Irã e suas repercussões no preço global do petróleo.

O Brasil, que importa aproximadamente 30% do diesel que consome, sente de perto as flutuações do mercado internacional. A alta do petróleo, impulsionada por conflitos, traduz-se em custos mais elevados para os consumidores e para a cadeia produtiva, afetando desde o transporte de mercadorias até o preço final de produtos essenciais.

Impacto da guerra e as medidas governamentais para o diesel

O presidente Lula criticou a guerra no Irã e seus efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que tem encarecido o combustível, especialmente o óleo diesel, no contexto brasileiro. Segundo ele, o governo está tomando todas as providências possíveis para evitar uma escalada do preço do diesel, que impacta diretamente a inflação.

Lula destacou que, apesar dos esforços da Petrobras para reduzir os preços, a venda da BR Distribuidora no governo passado criou um gargalo. “Nós tomamos todas as medidas possíveis para evitar que se aumente o óleo diesel. Mas, no governo passado, eles venderam a distribuidora. Então, quando a gente não sobe o preço, mesmo que a Petrobras baixe o preço, ele não chega na ponta, porque os atravessadores não deixam”, afirmou o presidente em São Paulo, durante um evento que celebrou os 21 anos do Programa Universidade Para Todos (Prouni) e os 14 anos da implementação da Lei de Cotas Raciais. O governo, segundo ele, conta com a fiscalização de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público para combater essas distorções.

Apelo à paz e crítica ao Conselho de Segurança da ONU

Em seu discurso, o presidente Lula fez um apelo veemente pela paz e criticou a atuação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, disse ele, enfatizando que o impacto da guerra vai além do combustível, atingindo o preço de alimentos como alface, feijão e arroz.

Dirigindo-se a uma plateia de estudantes, Lula chamou à responsabilidade os líderes das cinco maiores potências militares do planeta – Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia – que compõem o Conselho de Segurança da ONU. Ele lembrou que a ONU foi criada em 1945 com o propósito de manter a paz mundial, mas, em sua visão, esses países estão atualmente fomentando conflitos.

Subsídio ao diesel importado em discussão

Em uma medida para conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, o governo tem a expectativa de publicar, ainda nesta semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. A informação foi confirmada por um ministro, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

A proposta prevê um custo total de R$ 3 bilhões ao longo de dois meses, a ser dividido igualmente entre a União e os estados, com cada ente arcando com R$ 0,60 por litro subsidiado. Essa iniciativa visa reduzir a defasagem entre os preços internos e o mercado internacional, oferecendo um alívio imediato aos consumidores e à economia.

Cenário geopolítico e suas consequências

A guerra no Irã, que completou dois meses recentemente, segue sem perspectiva concreta de um acordo de paz. Os ataques combinados de Estados Unidos e Israel sobre o território iraniano, ocorridos no fim de fevereiro, intensificaram o conflito e geraram incertezas no mercado global de energia.

Desde o início do conflito, o preço do barril de petróleo já aumentou cerca de 50%. Relatórios recentes também apontam para riscos ambientais e climáticos associados à guerra, que se desenrola em uma região estratégica do Oriente Médio, conhecida por concentrar alguns dos principais países produtores de petróleo, incluindo o próprio Irã, que enfrenta a ameaça de invasão por terra.

Para mais informações sobre o tema, clique aqui.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Redação on-line

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