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Disputa pelo Planalto tem empate técnico e estratégias opostas na reta final

A corrida para a Presidência da República entrou em sua fase decisiva com as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro mobilizando esforços para conquistar indecisos e garantir cada voto até o próximo domingo (25). Diante de pesquisas que indicam um quadro de empate técnico absoluto, as duas candidaturas concentram forças na região Sudeste, maior colégio eleitoral do país, mesclando presença física nas ruas com embates decisivos nos debates de televisão.

Os dados mais recentes confirmam a disputa acirrada. O levantamento do Datafolha registrou Flávio com 47% das intenções de voto contra 45% do atual presidente. Pelo instituto Quaest, a distância também permaneceu na margem de erro, com o senador marcando 46% frente a 44% do petista. Diante dessa margem estreita, o comitê governista tenta virar o placar do primeiro turno, enquanto a oposição estrutura defesas para assegurar a liderança obtida nas urnas.

Plano de Flávio Bolsonaro foca em propostas e defesa dos programas sociais

Na campanha do Partido Liberal, os estrategistas decidiram dar ênfase a uma postura mais propositiva. O principal objetivo é rebater os ataques adversários que afirmam que o candidato cortaria benefícios sociais caso assumisse o comando do país. Para neutralizar o discurso petista, o senador intensificou publicações afirmando que sua gestão manterá integralmente a rede de proteção social, ponto que não consta como alvo de cortes em seu plano de governo.

O grupo político de Flávio avalia que aprofundar as propostas econômicas e administrativas é a melhor chave para atrair o eleitor moderado e despolitizado. Paralelamente, trechos dos debates televisivos serão recortados para distribuição nas redes sociais. A agenda de rua do parlamentar prevê passagens por capitais estratégicas, incluindo atos públicos na Avenida Paulista, em São Paulo, e eventos com aliados como o deputado Nikolas Ferreira em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Impacto da escala de trabalho e a pauta trabalhista no Congresso

O cenário ganhou novos contornos com a promulgação legislativa que extinguiu a escala de trabalho 6×1. O tema, que reúne aprovação de 61% da população de acordo com a Quaest, passou a ser explorado politicamente após o resultado do primeiro turno. Com a diferença de 2,2 milhões de votos que separou os dois concorrentes na primeira votação, a pauta foi acelerada no Senado.

A mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre essa matéria gerou embates imediatos. Anteriormente crítico da alteração na jornada de trabalho, o senador votou favoravelmente ao projeto, atitude classificada pela chapa governista como manobra de conveniência eleitoral. Os desdobramentos dessa votação continuam no centro dos confrontos discursivos de ambos os lados.

Governo intensifica mobilização popular e foca no Sudeste

Do lado petista, a estratégia adotada resume-se à intensificação do contato popular e forte participação nos debates. O encerramento das atividades de rua está marcado para o sábado (24), véspera da votação, com uma caminhada na Avenida Paulista. A plataforma eleitoral petista vem enfatizando medidas como:

  • Tarifa zero no transporte público aos fins de semana;
  • Ampliação do teto de faturamento do MEI com perdão de dívidas;
  • Criação de programa financeiro nos moldes do Pé-de-Meia voltado ao ensino universitário;
  • Repercussão da aprovação do fim da jornada 6×1.

A coordenação de comunicação do PT, chefiada por Jilmar Tatto, afirma priorizar assuntos ligados diretamente à rotina do trabalhador, minimizando discussões jurídicas ou institucionais que dominavam o noticiário anterior. O comitê também passou por reformulações internas, trazendo nomes experientes do Nordeste para o comando estratégico, como Camilo Santana na articulação política, Rui Costa na agenda e o governador Rafael Fonteles na área de comunicação, além de abrir espaço para jovens lideranças digitais.

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