O mercado de trabalho formal no Alto Tietê apresentou um desempenho positivo no mês de março, com a criação de 1.550 novas vagas de emprego. Os dados, extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam um cenário de expansão econômica na região, superando significativamente os resultados obtidos no mesmo período do ano anterior.
Comparativamente, o saldo registrado em março deste ano representa um aumento de 96,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o mercado local abriu 790 postos de trabalho. Embora tenha ocorrido uma leve retração de 2,6% frente aos números de fevereiro, que totalizaram 1.592 novas contratações, o saldo acumulado reforça a resiliência das atividades produtivas nas cidades que compõem a área.
A análise detalhada do Caged aponta que o dinamismo econômico não foi uniforme em todos os municípios. Mogi das Cruzes liderou o ranking de geração de empregos, com um saldo positivo de 784 postos. Outras cidades que também contribuíram para o resultado favorável foram Itaquaquecetuba, com 363 vagas, Arujá, com 241, Ferraz de Vasconcelos, com 211, Suzano, com 100, e Guararema, com 91 contratações líquidas.
Por outro lado, o levantamento indicou que quatro cidades encerraram o mês com saldo negativo, refletindo desafios específicos em seus mercados locais. Os municípios de Poá, Santa Isabel, Salesópolis e Biritiba-Mirim registraram mais desligamentos do que admissões no período analisado. O levantamento considera o fluxo completo de contratações e demissões em todas as dez cidades da região.
No cenário nacional, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil gerou 228 mil empregos formais em março. Este volume é quase três vezes superior ao registrado em março do ano passado, consolidando-se como o segundo melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2020. Para mais detalhes sobre as estatísticas oficiais, consulte o portal do Ministério do Trabalho e Emprego.
Apesar do resultado positivo em março, o acumulado do primeiro trimestre de 2026 no Alto Tietê aponta para um desafio maior. A região criou 958 empregos formais entre janeiro e março, o que representa uma queda de 58,7% em comparação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram abertas 2.326 vagas. O resultado regional acompanha a tendência nacional, que também apresentou recuo no saldo acumulado do trimestre em relação ao ano anterior.
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