O Brasil enfrenta uma crescente onda de fraudes, com os registros de estelionatos alcançando um patamar inédito em 2025. Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam uma média alarmante de quatro golpes por minuto, totalizando mais de 2,2 milhões de ocorrências no ano passado. Esse cenário representa um aumento de 429,8% desde 2018 e uma elevação de 2,7% em relação a 2024, consolidando uma verdadeira epidemia de crimes patrimoniais.
A pesquisa, que anualmente mapeia os registros criminais em todos os estados e no Distrito Federal, aponta que o recorde inclui tanto os golpes tradicionais, que envolvem encenações e documentos físicos, quanto as fraudes digitais, que utilizam links maliciosos, aplicativos, redes sociais e inteligência artificial. A transição para o ambiente digital é um fator crucial, com os golpes online registrando um aumento de 20,6% e mais de 346 mil casos em 2025.
O crescimento exponencial dos estelionatos contrasta com a queda observada em roubos e furtos, indicando uma mudança significativa na dinâmica criminal pós-pandemia. Enquanto os roubos diminuíram 18,3%, os estelionatos se consolidaram como a nova fronteira do crime organizado. Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública atribuem essa transformação a novos hábitos da população e à sofisticação das organizações criminosas.
A taxa de registros de estelionatos está diretamente ligada ao grau de bancarização, digitalização e integração ao sistema financeiro formal de cada estado. Por essa razão, unidades federativas mais urbanizadas e digitalmente conectadas, como São Paulo e Distrito Federal, lideram o ranking de ocorrências. São Paulo, por exemplo, registrou 1.808 casos por 100 mil habitantes, seguido por Distrito Federal, Paraná, Rondônia, Santa Catarina e Espírito Santo.
Os criminosos empregam diversas estratégias para enganar as vítimas, explorando vulnerabilidades e a confiança das pessoas. Entre os golpes mais prevalentes, destacam-se:
Um dos pilares para a expansão das fraudes é a engenharia social, uma técnica que explora sentimentos como medo, urgência, confiança e a promessa de lucro fácil. Em vez de invadir sistemas complexos, os criminosos manipulam as vítimas para que elas próprias forneçam informações sigilosas, instalem softwares maliciosos ou realizem transferências bancárias.
Essas atividades são consideradas de baixo risco e alta rentabilidade para os criminosos. O estudo aponta que mais de 97% dos estelionatos registrados não chegam ao Poder Judiciário, o que significa que as chances de punição são excepcionalmente baixas no Brasil. Essa impunidade alimenta a proliferação dos golpes e a profissionalização do crime.
O levantamento também revela uma mudança na dinâmica do crime organizado, com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) operando
Paralisação em linha férrea e lentidão afetam milhares de passageiros. Ocorrência marca o terceiro dia…
Inadimplência no Alto Tietê afeta 46,39% da população, com dívidas que superam R$ 5 bilhões.…
NR-1: STF suspende multas por 90 dias, mas empresas mantêm obrigações de saúde mental no…
Debate sobre urnas eletrônicas ressurge na pré-campanha, levantando comparações com 2022 e discussões jurídicas sobre…
Vivian Mendes é oficializada como candidata da UP ao governo de SP para 2026 em…
Agasalhos e cobertores doados por empresa reforçam campanha de solidariedade, oferecendo apoio a famílias em…