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Hacker da Operação Compliance Zero é deportado de Dubai e chega a São Paulo

Victor Lima Sedlmaier, um dos alvos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, foi deportado dos Emirados Árabes Unidos e chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na tarde deste sábado (16), após ser preso em Dubai. Foragido desde quinta-feira (14), Sedlmaier é suspeito de integrar um grupo especializado em ataques cibernéticos e atuar em benefício do proprietário do extinto Banco Master.

Sua chegada marca um novo capítulo na investigação que apura crimes digitais e a possível supressão de provas, com a Polícia Federal já aguardando para dar prosseguimento aos procedimentos legais. A operação, que já teve fases anteriores de grande repercussão, agora foca nas ramificações digitais do esquema.

A Chegada do Hacker Victor Sedlmaier ao Brasil

A deportação de Victor Lima Sedlmaier culminou com sua chegada ao Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Informações preliminares indicam que a Polícia Federal, em cooperação com a polícia de Dubai via Interpol, localizou o suspeito no aeroporto da cidade árabe. No momento do desembarque, passageiros do mesmo voo aguardaram dentro da aeronave para que os procedimentos da PF fossem concluídos e Sedlmaier fosse retirado primeiro.

A expectativa é que o suspeito seja imediatamente conduzido à Delegacia Especial da Polícia Federal no próprio aeroporto. O advogado criminalista João Margherita já se encontrava no local, aguardando para acompanhar os trâmites judiciais, tendo sido acionado pela defesa já constituída de Victor Sedlmaier.

As Conexões com o Grupo “Os Meninos” e o Banco Master

Victor Lima Sedlmaier é apontado como um dos integrantes do grupo conhecido como “Os Meninos”, uma organização supostamente especializada em atividades ilícitas no ambiente digital. As ações do grupo incluíam ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal. A Polícia Federal suspeita que essas atividades eram realizadas em benefício de Daniel Vorcaro, então proprietário do extinto Banco Master.

O mandado de prisão preventiva contra Sedlmaier foi decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, durante a mais recente fase da Operação Compliance Zero. O líder do grupo “Os Meninos”, David Henrique Alves, permanece foragido desde quinta-feira, sendo outro ponto crucial da investigação.

Detalhes da Investigação e as Suspeitas da Polícia Federal

Em depoimento anterior à Polícia Federal, Victor Sedlmaier havia declarado que trabalhava para David Alves desde julho de 2024, prestando serviços diversos. Entre as atividades mencionadas estavam conserto de computadores, deslocamento de veículos para oficinas, colocação de créditos em celulares e o desenvolvimento de software de inteligência artificial.

No entanto, a investigação da PF aponta para um papel mais complexo de Sedlmaier. Há indícios de que ele teria “limpado” o apartamento de David Alves em 5 de março, um dia após a deflagração da 3ª fase da Compliance Zero, ocasião em que Daniel Vorcaro foi preso. Essa ação é considerada “extremamente relevante” pela PF, sugerindo uma tentativa de desmobilização do imóvel e possível supressão de elementos probatórios, conforme explicitado na decisão que decretou a prisão preventiva.

Documentos Falsos e o Agravamento das Acusações

Outra grave suspeita que pesa contra Victor Sedlmaier é o uso de documentação falsa. Em 4 de março, durante a 3ª fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um veículo que pertencia a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, e que era dirigido por David Alves. No interior do carro, foi encontrado um documento de identidade em nome de “Marcelo Souza Gonçalves”, cuja fotografia, contudo, era de Victor Sedlmaier.

A Polícia Federal ressaltou que esse elemento “agrava consideravelmente a imputação em relação a Victor”. A descoberta vincula o suspeito não apenas ao núcleo hacker, mas também a um possível uso de documentação ideologicamente falsa em um contexto de fuga, ocultação e suporte a atividades criminosas, reforçando a necessidade da prisão preventiva. Para mais informações sobre as operações da Polícia Federal, clique aqui.

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