Interoperabilidade pode ampliar segurança e reduzir custos na saúde, aponta especialista da Hapvida. Foto: Assessoria
A integração de sistemas e o compartilhamento seguro de dados clínicos podem contribuir para uma assistência mais eficiente, segura e centrada no paciente. Essa foi uma das principais abordagens apresentadas por Aleocidio Sette Balzanelo, tech lead de Inteligência Analítica Assistencial da Hapvida, durante o 17º Fórum Saúde Digital 2026, realizado no início de agosto, na sede da AACD, em São Paulo.
Médico emergencista com formação em arquitetura de soluções e tecnologia da informação, Balzanelo defendeu a interoperabilidade como uma ferramenta estratégica para a construção de um modelo de saúde baseado em valor. Na prática, a integração permite que informações produzidas em diferentes momentos e sistemas acompanhem o paciente ao longo de sua jornada.
“ A interoperabilidade permite, por exemplo, a eliminação de exames desnecessários e repetições, olhando para toda a jornada do paciente. Permite entender como um evento do passado se conecta a um sintoma de hoje. Isso entrega valor real em saúde”, explicou.
Além de evitar procedimentos que já tenham sido realizados, o acesso integrado às informações pode gerar ganhos financeiros e assistenciais. Segundo o especialista, parte desse resultado aparece na forma de custos que deixam de existir, embora nem sempre seja simples mensurá-los.
“Com essa eficiência, temos como resultado o custo evitado, que é difícil de se medir. Temos também mais segurança para o paciente. A interoperabilidade tem que ser analisada como um ganho para todos”, afirmou.
Para Balzanelo, os benefícios da integração de dados não se restringem aos indicadores operacionais. Ao permitir que profissionais tenham acesso às informações necessárias no momento do atendimento, a tecnologia também pode tornar a experiência do paciente mais simples.
“A interoperabilidade é o que permite uma jornada fluida. É a tradução tecnológica do paciente no centro do cuidado. Tudo é direcionado para um atendimento mais rápido, sem que a pessoa precise ser ‘orquestradora’ de suas próprias informações, carregando pastas de exames e ligando para call center. Isso só é possível graças à interoperabilidade”, analisou.
A proposta, segundo o executivo, é fazer com que diferentes informações clínicas estejam disponíveis de maneira integrada, reduzindo etapas desnecessárias e permitindo que o profissional tenha uma visão mais completa do histórico do paciente. O resultado esperado é uma assistência com mais agilidade, segurança e capacidade de decisão.
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