O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou investigações sobre o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em relação à criação do Banco Master. Farias enfatizou a necessidade de transparência por parte da instituição, destacando dúvidas sobre a origem dos recursos utilizados na compra do banco.
Contexto das Investigações
O parlamentar protocolou pedidos de investigação na Procuradoria-Geral da República, na Polícia Federal e na Comissão de Ética da Presidência. Segundo Farias, houve três tentativas de compra do Banco Master por Daniel Vorcaro, com dúvidas sobre a origem dos recursos. A autorização final dada por Campos Neto é vista como suspeita.
Reações e Declarações
Em entrevista à Globonews, Farias destacou que apenas a Polícia Federal pode esclarecer o papel de Campos Neto. Ele mencionou que a PF já prendeu pessoas relacionadas ao caso, como Beline Santana e Paulo Sérgio Neves. O deputado também comentou sobre a substituição de diretores do Banco Central, que foram indicados por Campos Neto, mas não reconduzidos por Fernando Haddad.
Depoimento de Gabriel Galípolo
O atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, depôs na CPI do Crime Organizado e afirmou não haver processos de auditoria que impliquem Campos Neto. Farias, no entanto, criticou o que chamou de corporativismo dentro do Banco Central, sugerindo uma proteção ao ex-presidente.
Posicionamento do Governo e do PT
O governo e o Partido dos Trabalhadores (PT) se distanciaram do caso, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmando que tentam associar o Banco Master ao PT. Lula descreveu o banco como o “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto, prometendo investigar o caso a fundo.
Próximos Passos
Farias continua a pressionar por esclarecimentos e investigações mais aprofundadas. Ele destacou a frustração de algumas pessoas com a situação e reafirmou seu compromisso em buscar a verdade sobre o envolvimento de Campos Neto no caso.
Para mais informações sobre o andamento das investigações, acesse a Folha de S.Paulo.
