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Investigação da família Aguiar: esposa, irmão e amigo de PM são formalmente investigados

A investigação sobre o desaparecimento da família Aguiar atingiu um novo patamar com a formalização da condição de investigados para a esposa, o irmão e um amigo do policial militar Cristiano Domingues Francisco. O PM é o principal suspeito no caso e está preso temporariamente desde 10 de fevereiro. Segundo o delegado Anderson Spier, a medida foi tomada diante de indícios de que os três estariam atuando para obstruir o andamento das apurações.

Silvana Germann de Aguiar e seus pais, Isail Aguiar e Dalmira Aguiar, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. As autoridades policiais consideram remotas as chances de encontrá-los com vida, o que intensifica o foco na elucidação das circunstâncias do sumiço e na responsabilização dos envolvidos. A inclusão de novos investigados aponta para uma complexidade crescente no caso.

Avanço na investigação do caso Aguiar

O delegado Anderson Spier confirmou que a esposa, o irmão e um amigo de Cristiano Domingues Francisco já prestaram depoimentos à polícia. Durante esses interrogatórios, eles foram informados sobre as descobertas da investigação e sobre a nova condição legal que passaram a ter no processo. Este é um passo crucial que altera o status de meras testemunhas para o de potenciais envolvidos em crimes relacionados à obstrução da justiça.

A investigação, que inicialmente se concentrava no desaparecimento da família e na participação do policial militar, agora se expande para incluir ações de terceiros que podem ter tentado dificultar o trabalho das autoridades. A Polícia Civil tem trabalhado com afinco para reunir todas as provas e esclarecer os fatos, buscando a verdade por trás do sumiço da família Aguiar.

O papel dos novos investigados na obstrução da justiça

Os indícios que levaram à formalização da investigação contra a esposa, o irmão e o amigo do PM são específicos e apontam para tentativas diretas de interferência. Milena Ruppenthal Domingues, companheira do policial militar, é suspeita de fraude processual. Ela teria apagado dados importantes de dispositivos eletrônicos e de serviços de armazenamento em nuvem, utilizando sua expertise na área de Tecnologia da Informação para tentar encobrir evidências.

Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano, também é investigado por fraude processual. Ele é suspeito de ter deletado imagens de câmeras de segurança da residência onde a mãe dele e o PM moram, o que poderia ter fornecido informações cruciais sobre o período do desaparecimento. Um amigo de Cristiano, cujo nome não foi divulgado, está sob investigação por falso testemunho. Segundo o delegado, ele teria mentido em seu depoimento, a pedido de Milena, para fornecer falsos álibis ao principal suspeito, Cristiano.

Detalhes das acusações e evidências coletadas

A fraude processual, crime pelo qual a esposa e o irmão do PM são investigados, ocorre quando há uma modificação ou alteração de provas com o objetivo de induzir o juiz ou perito a erro. Já o falso testemunho, atribuído ao amigo, consiste em fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade como testemunha em processo judicial ou policial. Ambos os crimes são graves e visam atrapalhar a administração da justiça, comprometendo a integridade da investigação.

A coleta de evidências digitais, como a recuperação de dados apagados e a análise forense de dispositivos, é fundamental para comprovar as acusações de fraude processual. No caso do falso testemunho, a confrontação de depoimentos e a análise de outras provas podem desmascarar a mentira. Esses elementos são cruciais para a construção do caso contra os novos investigados e para fortalecer a acusação contra o policial militar.

Próximos passos do inquérito e possíveis indiciamentos

A expectativa é que o policial militar Cristiano Domingues Francisco seja ouvido novamente na próxima semana, em um depoimento que tende a ser o último antes da conclusão do inquérito. Após essa etapa, o delegado Anderson Spier indicou que Cristiano, sua esposa, seu irmão e o amigo devem ser indiciados pelos crimes apurados. O indiciamento é um ato formal da polícia que aponta a autoria e materialidade de um crime, encaminhando o caso para o Ministério Público.

O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, afirmou que segue acompanhando o cliente. A defesa de Milena Ruppenthal Domingues, representada por Suelén Lautenschleger, não se manifestou até a última atualização desta reportagem. As defesas de Wagner e do amigo de Cristiano não foram localizadas. A conclusão do inquérito representará um marco importante na busca por justiça para a família Aguiar e na responsabilização de todos os envolvidos. Para mais informações sobre processos investigativos, consulte fontes oficiais como a Polícia Federal.

Fonte: g1.globo.com

Redação on-line

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