A Polícia Federal apura se o advogado Willer Tomaz utilizou uma rede de empresas para ocultar valores em negócios de loterias no Rio de Janeiro. A investigação, enviada ao Supremo Tribunal Federal, aponta indícios de lavagem de dinheiro e envolve a atuação de operadores financeiros no mercado de apostas esportivas do estado.
As apurações concentram-se na relação entre o operador jurídico e estruturas corporativas ligadas a concessões públicas recentes. Os investigadores buscam esclarecer a origem de movimentações financeiras expressivas e a eventual facilitação de interesses corporativos junto a órgãos de regulação estadual.
Documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal indicam que a Polícia Federal identificou elementos de controle ou propriedade de fato por parte de Willer Tomaz sobre a Rede Loto. A empresa foi a primeira a obter autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro para explorar apostas esportivas de quota fixa, com vigência inicial prevista para cinco anos.
Os investigadores também examinam os laços mantidos com a PIX’s/Rio Pag, operadora de pagamentos de apostas credenciada pela autarquia. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, relatórios indicam que o advogado possuía interesses econômicos na estrutura de pagamentos, embora seu nome não figurasse diretamente no quadro societário formal.
A investigação policial mapeou transferências financeiras de grande monta direcionadas tanto para contas da empresa quanto para o próprio advogado. Os registros incluem movimentações que alcançam valores expressivos, levantando suspeitas sobre o fluxo de recursos entre as companhias envolvidas no processo de credenciamento.
A defesa de Willer Tomaz afirmou por meio de nota que não existem operações ocultas na estrutura corporativa citada. Segundo os representantes legais, a participação nas empresas ocorre de maneira indireta por meio de uma cadeia de sociedades regularmente constituídas, ressaltando que a atuação profissional do advogado sempre ocorreu dentro da legalidade.
Por sua vez, a defesa de Flávio Bolsonaro declarou que a única ligação existente com o investigado resume-se a uma relação de amizade entre as famílias. Os advogados repudiaram qualquer tentativa de associar a afinidade pessoal a práticas irregulares, classificando as ilações como infundadas diante dos fatos apurados.
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