O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, revelou à Polícia Federal que a proposta de investir quase R$ 1 bilhão em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos, Euchério Lerner Rodrigues. A declaração foi dada durante depoimento à PF, onde Deivis também negou que sua nomeação tenha sido de cunho político.
Detalhes sobre a indicação e nomeação
Deivis Marcon Antunes afirmou que sua indicação para a presidência do Rioprevidência não teve motivação política. Entretanto, fontes indicaram que a sugestão teria vindo de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. O ex-governador Cláudio Castro mencionou não se lembrar de quem partiu a indicação, destacando que havia recebido muitas sugestões.
Esclarecimentos sobre o processo de investimento
Durante o depoimento, Deivis explicou que a Diretoria de Investimentos é responsável por propor investimentos, e que ele assinava as decisões junto com o diretor. Ele destacou que o Comitê de Investimentos não autoriza diretamente as aplicações, mas que a diretoria faz a proposição e encaminha as ações.
Investigações e questionamentos da PF
O depoimento ocorreu após a prisão de Deivis na Rodovia Presidente Dutra. A Polícia Federal questionou se ele havia recebido propina pelos investimentos, o que foi negado por Deivis. Ele também explicou que as assinaturas de autorizações são feitas em bloco devido ao grande volume de pagamentos geridos pela autarquia.
Escolha do Banco Master e dificuldades de detecção
Questionado sobre a escolha do Banco Master, Deivis argumentou que o Regime Próprio de Previdência Social não conseguiu identificar problemas que nem mesmo o Banco Central detectou facilmente. Ele mencionou que o Tribunal de Contas sugeriu uma análise reputacional dos sócios, mas que isso não era uma obrigação na época.
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