O deputado federal André Janones (Rede-MG) refutou veementemente as acusações de disseminação de notícias falsas no canal “Exército do Lula” e anunciou que sua equipe jurídica tomará medidas legais contra a advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Maria Cláudia Bucchianeri, por calúnia. A declaração foi feita em uma entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, onde o parlamentar apresentou sua versão dos fatos e detalhou os motivos por trás de suas ações na plataforma digital.
As afirmações de Janones surgem em resposta a uma entrevista anterior concedida pela advogada ao mesmo programa. Na ocasião, Bucchianeri havia sugerido que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou evidências de fake news no canal porque as publicações teriam sido apagadas pelo deputado, levantando questionamentos sobre a conduta do parlamentar nas redes sociais durante o período eleitoral.
Em sua participação, Janones rebateu as alegações da advogada, classificando-as como um ato criminoso. Ele afirmou que seus advogados procederão com uma ação por calúnia, argumentando que a advogada o acusou publicamente de crimes que, segundo ele, não foram praticados, configurando uma ofensa à sua reputação.
O parlamentar confirmou que, de fato, exclui mensagens do canal “Exército do Lula”, mas esclareceu que essas publicações consistiam em orientações estratégicas para mobilizar apoiadores. Tais “missões” incluíam chamadas para ampliar a participação no canal ou para aumentar o número de seguidores de perfis alinhados à esquerda, visando fortalecer a presença digital de sua base.
Janones detalhou que, após a conclusão dessas ações de mobilização, os áudios e mensagens são removidos para otimizar a experiência dos novos membros. Segundo ele, essa prática garante que os recém-chegados tenham acesso apenas aos conteúdos mais recentes e relevantes, sem perder tempo com informações desatualizadas que já cumpriram seu propósito inicial.
O deputado também expressou forte desaprovação à determinação do TSE para que o canal “Exército do Lula” fosse registrado na Justiça Eleitoral. Essa exigência veio após uma série de impasses e disputas jurídicas envolvendo a plataforma de mensagens na Corte, gerando debates sobre a regulamentação de grupos de comunicação em campanhas.
Na perspectiva de Janones, a obrigatoriedade do registro é ilegal, uma vez que ele não é um candidato à Presidência da República, mas sim um administrador de um grupo de apoio. Ele explicou que acatou a ordem para evitar a suspensão imediata do canal, mas alertou sobre o que considera um avanço da censura no país, descrevendo a situação como o início de uma “ditadura” velada que se instala gradualmente. Para mais informações sobre as regulamentações eleitorais, consulte o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Ele apontou para um suposto tratamento desigual entre as campanhas, citando como exemplo a atuação digital e os grupos geridos pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado do candidato do PL. O canal de Ferreira, segundo Janones, foi criado em resposta à sua própria iniciativa, mas não teria recebido a mesma exigência de registro, levantando questões sobre a imparcialidade das decisões.
Questionado sobre uma reunião agendada para discutir o retorno do canal no TSE, Janones afirmou que seria representado exclusivamente por seus advogados e categoricamente rejeitou qualquer possibilidade de acordo com a parte adversária. Ele enfatizou que sua prioridade é que a Justiça prevaleça, e não a busca por um consenso que, em sua visão, poderia comprometer princípios.
Durante a entrevista, o parlamentar também abordou a comunicação da campanha de Lula, indicando que houve uma demora significativa em reconhecer a importância estratégica das redes sociais na disputa eleitoral. Ele relatou ter sido alvo de críticas e ataques internos por alertar sobre o crescimento e a eficácia da campanha de Flávio Bolsonaro no ambiente digital, sentindo-se ignorado em suas observações.
Apesar das ressalvas e das críticas passadas, Janones demonstrou otimismo em relação ao desfecho da eleição. Ele afirmou que a campanha de Lula ainda tem tempo para reagir e consolidar sua posição, e que a “reeleição de Lula tomou um caminho da vitória que é praticamente irreversível”, indicando confiança no resultado final.
Ferraz de Vasconcelos marcou seu aniversário de emancipação com um desfile cívico, reunindo a comunidade…
Bandeiras hasteadas, hinos entoados e uma avenida tomada por histórias, cores e sentimentos marcaram a…
O 7º Fórum Regional de Mulheres em Ferraz de Vasconcelos aborda a saúde da mulher…
A defesa de Janones solicitou ao ministro Nunes Marques do TSE a reconsideração da suspensão…
Mogi das Cruzes promove mutirão de orientação jurídica neste sábado (17). Saiba como se inscrever…
Reciclagem de resíduos em Guararema transforma entulho da construção civil em cascalho para estradas, promovendo…