A comunidade jurídica e a população do interior de São Paulo acompanham com consternação a investigação sobre a morte do juiz Gustavo de Castro Campos, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de um veículo. O caso, que mobiliza a polícia local, é tratado como morte suspeita, enquanto as cerimônias fúnebres do magistrado estão em andamento, com velório no interior e sepultamento previsto para a capital paulista. A complexidade do cenário e a trajetória profissional do juiz adicionam camadas de mistério ao ocorrido, gerando grande repercussão em todo o estado.
As autoridades trabalham incansavelmente para desvendar as circunstâncias que levaram à trágica descoberta, que gerou notas de pesar de importantes instituições do Judiciário. A investigação segue em fase inicial, com todas as hipóteses sendo consideradas para esclarecer os fatos e trazer respostas à família e à sociedade. Para mais informações sobre o caso, consulte fontes confiáveis como g1.globo.com.
A investigação da morte suspeita
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), conduz a apuração sobre a morte do juiz Gustavo de Castro Campos. O corpo do magistrado foi encontrado em um carro em chamas na área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A investigação opera sob sigilo, e as autoridades afirmam que ainda é prematuro antecipar conclusões sobre as causas ou o que teria motivado o incidente, mantendo todas as linhas de apuração em aberto.
Segundo relatos, uma testemunha avistou o veículo em combustão e tentou, sem sucesso, conter o fogo com uma máquina escavadeira antes da chegada do Corpo de Bombeiros. O carro, que pertencia ao juiz, foi encontrado com o corpo da vítima totalmente carbonizado no banco do motorista. Equipes das polícias Civil e Científica estiveram no local para coletar evidências, e a área foi isolada para o trabalho pericial. Minutos antes da descoberta, o juiz foi registrado por câmeras de segurança comprando combustível com um galão em um posto, um detalhe que integra a linha de investigação e é crucial para a compreensão dos eventos.
Trajetória e reconhecimento do magistrado
Gustavo de Castro Campos, que atuava na Comarca de Mococa, possuía uma carreira consolidada no campo do Direito, com mais de uma década dedicada à magistratura. Antes de ingressar como juiz substituto na Magistratura paulista em 2014, ele teve passagens como advogado e delegado da Polícia Civil, inclusive em outro estado. Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, o juiz atuou em diversas comarcas, incluindo Tambaú e Santa Rita do Passa Quatro, antes de se tornar titular da 2ª Vara de Mococa em 2021, onde residia em São João da Boa Vista, consolidando sua presença na região.
A notícia de seu falecimento gerou grande comoção entre colegas e na comunidade jurídica. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Mococa emitiram notas de pesar, expressando solidariedade aos familiares e amigos. Ambas as instituições destacaram a dedicação do juiz, sua urbanidade e o respeito no trato com operadores do Direito e servidores, ressaltando a lacuna imensurável que sua ausência deixará na comunidade jurídica de toda a região.
Despedida e cerimônias fúnebres
O velório do juiz Gustavo de Castro Campos teve início no final da tarde de quinta-feira, dia 8, no Velório da Paz, em São João da Boa Vista, estendendo-se até as 22h. A cerimônia de despedida reúne familiares, amigos e colegas de profissão, marcando um momento de luto e reflexão sobre a vida e a carreira do magistrado. O corpo será transladado para a capital paulista na manhã de sexta-feira, dia 9, para o sepultamento.
O sepultamento está agendado para as 10h da sexta-feira, no Cemitério Gethsêmani do Morumbi, em São Paulo. A movimentação entre as cidades para as cerimônias fúnebres reflete a amplitude do impacto da morte do juiz, que deixou sua marca tanto no interior quanto na capital, e demonstra a profunda tristeza e o respeito de todos que o conheceram e trabalharam ao seu lado.
