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Mogi reestrutura rede de Assistência Social e amplia serviços para públicos prioritários

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que está reestruturando a rede de Assistência Social para adequar os serviços às novas demandas da população. O trabalho é coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, a partir do monitoramento permanente realizado pela Vigilância Socioassistencial, que identifica demandas reprimidas, lacunas e necessidades de implantação, ampliação ou reorganização dos serviços.

Segundo dados da Vigilância Socioassistencial, até setembro de 2026, 52.319 pessoas haviam sido atendidas pela rede, que contabilizou 187.403 intervenções. No mesmo período, o Cadastro Único (CadÚnico) reunia 155.152 pessoas distribuídas em 68.726 famílias.

De acordo com a Prefeitura, o reordenamento não prevê a interrupção de serviços, mas a implantação de novas estruturas e ampliação de vagas onde a demanda é maior. Entre as medidas estão dois novos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) em 2027, um CRAS Itinerante para regiões de divisa e uma equipe volante para atender principalmente mulheres e idosos em áreas mais distantes.

A rede de proteção às mulheres também será ampliada. Além dos sete CRAS, três CREAS e do Centro POP, estão previstas ações voltadas à autonomia financeira, como cursos profissionalizantes, mutirões de emprego e espaços de comercialização. Para 2027, a Prefeitura prevê a abertura da Casa da Mulher Mogiana, com capacidade média para 400 atendimentos mensais, além de uma nova Sala Lilás e ampliação de parcerias.

O Auxílio-Aluguel, utilizado como alternativa para mulheres que precisam deixar situações de violência, também registra crescimento. O número de beneficiárias de Mogi passou de duas, em março de 2025, para 94 atualmente. O benefício é concedido por seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Outros públicos

Para pessoas com deficiência, está prevista ampliação de 50% das vagas de Residência Inclusiva e a implantação de atendimento domiciliar na proteção social básica. Entre os idosos, a Prefeitura também pretende ampliar o atendimento domiciliar e em 50% as vagas do Programa Bolsa Cuidados.

A população em situação de rua terá reforço na estrutura do Centro POP, com ampliação da oferta de banho e espaço para lavagem de roupas. Para 2027, estão previstas ainda 15 novas vagas de acolhimento e a ampliação do horário da Casa de Passagem.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Daniela Mariano, a reorganização busca aproximar o planejamento das necessidades identificadas nos territórios. “A Assistência Social precisa acompanhar as transformações da sociedade. Estamos olhando para os dados, ouvindo os territórios e reorganizando os serviços para garantir que a proteção social chegue a quem mais precisa”, afirma.

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