Parlamentares de oposição da Argentina cobraram uma investigação sobre a possível passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo país antes de sua suposta fuga para os Estados Unidos. O pedido foi formalizado após publicações indicarem que o parlamentar teria cruzado pela cidade de Puerto Iguazú, situada na fronteira com o Brasil.
O governo do presidente Javier Milei, reconhecido aliado político do senador brasileiro, declarou publicamente que não existem registros oficiais sobre a entrada de Flávio Bolsonaro no território argentino. No entanto, blocos de oposição seguem exigindo respostas formais sobre as circunstâncias da suposta travessia e os detalhes da viagem noticiada pelo jornal espanhol El País.
A controvérsia ocorre em meio a determinações emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o senador de deixar o país. A restrição faz parte de investigações em andamento sobre o financiamento de produções audiovisuais e suspeitas envolvendo operações financeiras atípicas.
Conforme os desdobramentos jurídicos, o parlamentar deveria ter entregado seus documentos de viagem oficiais, mas a ordem não foi cumprida no prazo estabelecido pelas autoridades competentes. A Polícia Federal já havia apontado riscos de movimentação internacional irregular antes das decisões judiciais recentes.
Diversos representantes políticos argentinos manifestaram preocupação e exigiram transparência do poder executivo local sobre o episódio na fronteira terrestre. A senadora Juliana Di Tullio cobrou publicamente explicações detalhadas de ministros de estado sobre o uso do território nacional.
Outras figuras políticas, como a deputada Myriam Bregman e o deputado Esteban Paulón, protocolaram solicitações formais de informações na Câmara dos Deputados. Os parlamentares buscam esclarecer se houve registro migratório, uso de cidadania estrangeira ou trânsito sem controle formal na região fronteiriça.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina emitiu comunicados negando a existência de registros oficiais referentes à presença do senador brasileiro. Autoridades do executivo também informaram que aeronaves suspeitas na região foram fiscalizadas, sem constatação de irregularidades ou planos de voo vinculados à família Bolsonaro.
Para mais detalhes e atualizações sobre o caso, consulte a cobertura completa no g1.
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