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Parlamentarismo no Brasil é defendido por Augusto Cury que vê Tarcísio de Freitas como primeiro-ministro ideal

O candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), trouxe à tona um debate fundamental sobre a estrutura de governo do Brasil ao propor a adoção de um sistema parlamentarista. Em declaração recente, Cury afirmou que o país já opera, na prática, sob uma lógica parlamentarista, embora não seja formalmente reconhecido como tal. Para ele, a transição para este modelo seria um passo essencial para modernizar a gestão pública e distribuir as responsabilidades de governança.

A proposta de Cury não se limita a uma mudança estrutural; ela inclui a visão de um perfil ideal para a figura de um primeiro-ministro, cargo central em um regime parlamentarista. O candidato elogiou publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), indicando-o como um exemplo do nível de liderança e capacidade de gestão que seria necessário para assumir tal posição no país.

A defesa do parlamentarismo como modelo de governo

Augusto Cury argumenta que o Brasil, em sua configuração atual, sofre com um presidencialismo que ele descreve como um sistema de “superpresidente”. Segundo o candidato, o chefe do Executivo concentra um poder excessivo, interferindo em diversas áreas, desde a economia até a política externa, e sobrecarregado com uma infinidade de problemas cotidianos a serem resolvidos. Essa centralização, em sua visão, impede uma gestão mais eficiente e focada.

Cury baseia sua proposta na observação de modelos internacionais, afirmando que os países que alcançaram maior desenvolvimento são aqueles que adotaram sistemas semipresidencialistas, com um presidente como chefe de Estado e um primeiro-ministro como chefe de governo, ou parlamentaristas de fato. Ele sugere que o Brasil deveria seguir essa tendência, formalizando uma realidade que, para ele, já existe no cotidiano político nacional.

O papel do primeiro-ministro e a visão para o Brasil

Na visão de Augusto Cury, a figura do primeiro-ministro seria responsável pela gestão do dia a dia da nação, focando na administração e na execução de políticas públicas. O presidente, por sua vez, teria um papel mais estratégico, concentrando-se em áreas como as Forças Armadas e a política externa. Essa divisão de responsabilidades, segundo o candidato, permitiria uma governança mais ágil e especializada.

Ao mencionar Tarcísio de Freitas, Cury destacou qualidades como “maestria”, “gestão notável” e “alta capacidade”, além de um “coração social”, como atributos desejáveis para um primeiro-ministro. A ideia é que um líder com esse perfil poderia conduzir o país a um patamar de modernidade e eficiência. A proposta visa a um modelo onde a expertise gerencial seja o pilar da administração nacional, enquanto a presidência se dedica a questões de Estado.

Justificativa para a mudança e a dinâmica do Congresso

A declaração de Cury surgiu durante uma entrevista ao Portal Metrópoles, onde foi questionado sobre como articularia com o Congresso Nacional para aprovar suas propostas, considerando a baixa representatividade de seu partido, o Avante, com apenas cinco deputados federais e um senador. Cury respondeu que o parlamento brasileiro já detém um poder considerável, atuando como um “parlamentarismo de fato, mas não de direito”.

Para o candidato, se o Congresso já exerce grande influência sobre o orçamento e as decisões do país, por meio de instrumentos como as emendas parlamentares, ele deveria também assumir a responsabilidade de chancelar um primeiro-ministro. Essa medida, justificou Cury, transferiria a responsabilidade sobre a gestão orçamentária para um chefe de governo com indicadores de eficiência. Ele enfatizou que, em um sistema parlamentarista, um primeiro-ministro impopular, corrupto ou ineficiente poderia ser destituído sem os traumas institucionais que acompanham os processos de impeachment presidencial, garantindo maior estabilidade política e governamental.

Pacto nacional e o reconhecimento de adversários

Além de sua proposta de reforma do sistema de governo, Augusto Cury também delineou uma visão mais ampla para sua eventual gestão. Ele expressou o objetivo de firmar um “grande pacto nacional” caso seja eleito. Este pacto envolveria a escuta e a colaboração com diversos agentes políticos, incluindo adversários da atual disputa eleitoral.

Cury citou nominalmente figuras como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) como exemplos de líderes com quem buscaria diálogo e cooperação. Essa abordagem sugere uma tentativa de construir pontes e buscar consensos, independentemente das filiações partidárias ou das rivalidades eleitorais, visando a uma governança mais inclusiva e representativa dos diversos setores da sociedade brasileira.

Redação on-line

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