A declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral pelo senador Flávio Bolsonaro e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, revelou um crescimento significativo em seus respectivos patrimônios. Os dados, tornados públicos nesta quinta-feira (13) através do registro da chapa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), oferecem um panorama detalhado das posses dos políticos, um processo fundamental para a transparência eleitoral e o escrutínio público.
A divulgação dessas informações é parte integrante do processo democrático, permitindo que eleitores avaliem a evolução financeira dos candidatos. A chapa, que agora tem seus dados disponíveis para consulta, junta-se a outros nomes que já formalizaram suas candidaturas, como Lula, Renan Santos e Romeu Zema, enquanto outros aguardam a finalização do prazo de registro.
O senador Flávio Bolsonaro declarou um total de R$ 8,2 milhões em bens, marcando um aumento substancial de 370% em comparação com sua declaração na eleição de 2018, quando foi eleito senador. O valor total de seus bens, somado ao de seu vice, alcançou R$ 8,7 milhões, representando um crescimento de 331% em relação aos pouco mais de R$ 2 milhões declarados anteriormente pela chapa.
A maior parte desse incremento se deve à inclusão de uma residência no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões. A lista de bens declarados por Flávio Bolsonaro em 2026 inclui:
Em 2018, seus bens declarados eram compostos por um apartamento e uma sala comercial na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, além de aplicações, um veículo Volvo e participações em uma loja de chocolates.
Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa, também apresentou um aumento considerável em seu patrimônio. Seus bens declarados somam R$ 565 mil, o que representa um crescimento de 95% em relação aos R$ 289 mil informados na eleição de 2022, quando disputou o cargo de deputado federal.
Entre os bens declarados por Alfredo Gaspar em 2026, destacam-se:
Em 2022, seus bens incluíam terrenos em Marechal Deodoro e no Jardim do Horto, saldo em conta-corrente, dinheiro em espécie e saldo de poupança.
A formalização da candidatura de Flávio Bolsonaro no TSE enfrentou um breve obstáculo devido a uma filiação prévia em seu nome ao partido Missão, que tem Renan Santos como presidenciável. As campanhas de ambos os lados trocaram acusações sobre a origem da filiação na Justiça Eleitoral.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, interveio para reverter a filiação, garantindo que o senador permanecesse ligado ao PL para a disputa presidencial. Em uma transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro explicou que sua equipe de gabinete considerou os e-mails de alerta enviados pelo partido Missão como spam, o que levou à confusão. Ele enfatizou que a filiação foi ilegal e que não houve tentativa de sua parte de se filiar ao outro partido. Para mais informações sobre as regras de declaração de bens, clique aqui.
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