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A mais recente pesquisa de intenção de voto para presidente no primeiro turno, divulgada pela Quaest, revela um cenário político complexo e polarizado no Brasil. O levantamento, realizado entre 5 e 8 de junho, aponta uma consolidação da liderança do presidente Lula (PT), que amplia sua vantagem, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), embora mantenha a segunda posição, enfrenta um desgaste que não se traduz em ganhos para outros nomes da direita. Este fenômeno é descrito pelo diretor da consultoria, Felipe Nunes, como um “paradoxo da direita”.
A pesquisa destaca que, apesar do enfraquecimento de Flávio Bolsonaro, nenhum dos outros candidatos do campo da direita ou centro-direita conseguiu capitalizar essa perda de força para crescer de forma significativa. O cenário indica uma disputa presidencial ainda fortemente dividida entre os dois principais nomes, com as alternativas de terceira via permanecendo distantes e tecnicamente empatadas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Os dados da pesquisa presidencial Quaest mostram Lula (PT) na dianteira com 39% das intenções de voto para o primeiro turno. Em segundo lugar, Flávio Bolsonaro (PL) registra 29%, estabelecendo uma diferença de dez pontos percentuais entre os dois líderes. Essa polarização se mantém como a principal característica da corrida eleitoral, com os demais candidatos lutando para ganhar visibilidade e apoio.
A pesquisa também avaliou outros nomes que buscam espaço. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem empatados com 3% cada. Aécio Neves (PSDB), testado pela primeira vez, e Romeu Zema (Novo) registram 2% cada. Candidatos como Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) somam 1% cada, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Um total de 10% dos entrevistados se declarou indeciso, e 9% afirmou que votaria em branco, nulo ou não iria votar.
A análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest, aponta para um “paradoxo” no campo da direita brasileira. Embora Flávio Bolsonaro demonstre sinais de desgaste, os outros nomes da direita e centro-direita, somados, alcançam apenas 12% das intenções de voto. Isso sugere que a perda de apoio de Bolsonaro não está sendo absorvida por seus potenciais concorrentes dentro do mesmo espectro ideológico.
Nunes explica que Flávio Bolsonaro, apesar de ser o principal nome da oposição, não conseguiu consolidar uma liderança hegemônica. Ele ressalta que o sobrenome Bolsonaro confere um “piso” de apoio, mas também impõe um “teto” para seu crescimento. Além disso, os demais candidatos da direita ainda carecem de força nacional e reconhecimento público suficientes para se apresentarem como alternativas viáveis, resultando em um impasse para o setor.
A ampliação da vantagem de Lula e o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro são atribuídos a uma combinação de três fatores, segundo Felipe Nunes. Primeiramente, a repercussão negativa da atuação de Flávio no escândalo do Banco Master, onde ele teria solicitado dinheiro para financiar um filme, foi considerada um erro por 65% dos entrevistados e vista como possível indício de envolvimento irregular por 58%.
Em segundo lugar, os efeitos políticos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos após o encontro do senador com Donald Trump também tiveram impacto no cenário nacional. Por fim, a melhora na percepção do governo Lula, impulsionada por ações econômicas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola, contribuiu para o aumento de sua popularidade.
A pesquisa revela nuances importantes ao segmentar o eleitorado. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, Flávio Bolsonaro concentra a vasta maioria das intenções de voto, com 94%, herdando quase que integralmente o capital político do ex-presidente. Este dado reforça sua posição como o principal representante desse grupo.
No entanto, entre os eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo, o cenário é mais disperso. Flávio lidera com 59%, mas Renan Santos aparece com 11%, superando numericamente Lula (10%) e Caiado (6%) neste segmento. Felipe Nunes observa que, enquanto o bolsonarismo permanece fiel a Flávio, a direita não bolsonarista demonstra menor adesão a ele no primeiro turno. A mudança mais expressiva, segundo Nunes, ocorreu entre os eleitores independentes, um grupo crucial em disputas nacionais, onde Lula lidera com 28%, contra 14% de Flávio Bolsonaro. Nesse grupo, Caiado e Aécio registram 6% e 4%, respectivamente. Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula venceria por 37% a 24% entre os independentes, com 30% afirmando que não votaria em nenhum dos dois. Para mais informações sobre pesquisas eleitorais, consulte fontes confiáveis como o G1.
A pesquisa foi realizada entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Fonte: Genial/Quaest. Infográfico elaborado em: 10/06/2026.
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