Uma nova pesquisa Quaest, divulgada recentemente, trouxe à tona percepções importantes do eleitorado brasileiro sobre a moderação de figuras políticas proeminentes. O levantamento analisou como os votantes enxergam a postura de Flávio Bolsonaro em relação à sua família e a de Luiz Inácio Lula da Silva frente ao Partido dos Trabalhadores (PT), revelando dinâmicas e tendências significativas na opinião pública.
Os dados coletados indicam uma reavaliação por parte dos eleitores, com números que mostram tanto uma diminuição na percepção de alinhamento de Flávio Bolsonaro com a imagem de sua família, quanto um inédito posicionamento de Lula como mais moderado que o PT. Essas percepções são cruciais para entender o cenário político atual e as estratégias dos candidatos.
A pesquisa Quaest revelou que 44% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro não é mais moderado que a família Bolsonaro. Este número, no entanto, representa uma queda em comparação com o levantamento anterior, de julho, quando 54% tinham a mesma opinião. Em contrapartida, 37% dos entrevistados agora consideram Flávio mais moderado, um aumento em relação aos 29% registrados anteriormente.
A diferença entre as duas percepções encolheu de 25 para 7 pontos percentuais, indicando uma mudança na forma como o eleitorado avalia a postura do político. Uma parcela de 19% dos participantes não soube ou não respondeu à questão. O contexto dessa percepção inclui eventos como a reunião de Flávio Bolsonaro com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, em São Paulo, que pode influenciar a imagem pública.
No que diz respeito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT), a pesquisa Quaest apontou que 42% dos brasileiros acreditam que Lula é mais moderado que o PT. Esta é a primeira vez, desde abril, que o presidente é numericamente visto como mais moderado do que o partido que ajudou a fundar em 1980.
Para 39% dos entrevistados, Lula não é mais moderado que o PT, enquanto 19% não souberam ou não responderam, a maior proporção para essa categoria desde abril. Essa percepção pode estar relacionada a declarações anteriores do presidente, como a feita em junho, durante o encontro do G7, onde afirmou a interlocutores internacionais que “nunca foi esquerdista”.
Além das análises sobre a moderação, a pesquisa Quaest abordou outros aspectos do cenário político. No primeiro turno, os dados indicaram que Lula aparece com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41%. Em um cenário de segundo turno, os números mostram Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%, configurando um quadro de disputa acirrada.
O levantamento também avaliou a aprovação do governo Lula, com 48% de desaprovação e 45% de aprovação. As taxas de rejeição pessoal dos políticos foram medidas, com Flávio Bolsonaro apresentando 55% de rejeição e Lula, 53%. Outros dados revelaram que 60% dos eleitores não veem Flávio Bolsonaro como o melhor candidato da direita, e 46% não consideram Lula o melhor nome da esquerda.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. Para a coleta de dados, foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional. As entrevistas foram realizadas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
O levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026, garantindo a conformidade com as normas eleitorais vigentes. Para mais informações sobre registros de pesquisas eleitorais, consulte o site do Tribunal Superior Eleitoral.
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