A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (23), uma operação ostensiva para apurar supostas irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (IPREM). O foco da investigação recai sobre a aplicação de R$ 13 milhões do fundo de previdência dos servidores municipais em ativos vinculados ao Banco Master, transação que levantou alertas de órgãos de controle sobre a segurança do patrimônio público.
As diligências da Polícia Federal incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede do instituto e em endereços ligados a cinco pessoas físicas. A ação foi motivada por um alerta emitido pela Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que identificou inconsistências na aplicação do dinheiro municipal. A Justiça Federal determinou, além das buscas, o bloqueio de bens dos envolvidos e o afastamento de investigados de suas funções públicas.
Entre os investigados está Hortêncio Lala Neto, que ocupou a diretoria do IPREM até 2024. Também figuram como alvos a ex-supervisora de gestão Marlene Maria Vieira Bassani, além de Maria de Lourdes Villalva, Hélio Augusto Moraes e Tatiana Feliz dos Reis, todos ligados ao Comitê de Investimentos. A apuração busca esclarecer como as decisões de alocação no Banco Master foram tomadas e se houve negligência ou má-fé na escolha dos ativos.
Em declarações anteriores, Hortêncio Lala Neto afirmou que o aporte no Banco Master visava o cumprimento de metas de rentabilidade e que a operação teria passado por todas as etapas de análise do conselho fiscal. O ex-diretor sustentou que, no momento da aplicação, a instituição financeira não apresentava restrições. O IPREM, por sua vez, reiterou em comunicados passados que suas decisões seguiram as normas legais que regem os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
O cenário de preocupação não é recente. Ainda em abril do ano passado, a Procuradoria do Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC-SP) já havia emitido alertas sobre o volume de recursos de institutos municipais aplicados no Banco Master. Com a decretação da liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central, o risco de perda financeira para os cofres públicos de Santo Antônio de Posse tornou-se o centro da controvérsia jurídica e administrativa, conforme detalhado pelo portal g1.
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