Imagem gerada com IA
A crescente presença de crianças e adolescentes no universo das redes sociais, atuando como influenciadores digitais, tem levantado importantes discussões sobre a necessidade de salvaguardas legais. Em resposta a esse cenário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou uma proposta que visa fortalecer a proteção desses jovens talentos. A medida prevê que magistrados terão a prerrogativa de estabelecer mecanismos específicos para resguardar a renda e o patrimônio acumulados por esses influenciadores em suas atividades online.
A iniciativa, relatada pelo conselheiro Fábio Esteves, é um passo fundamental na regulamentação do trabalho infantil e adolescente no ambiente digital. Ela surge em um momento crucial, após a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, em março, que já havia estabelecido a obrigatoriedade de alvarás judiciais para a participação de menores em atividades remuneradas nas plataformas digitais.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital representa um avanço significativo na legislação brasileira, criando um arcabouço jurídico robusto para a atuação de jovens no ambiente online. Este estatuto estabelece diretrizes claras para a segurança na internet, a proteção de dados pessoais, a prevenção de riscos e a responsabilização das plataformas por conteúdos ilícitos ou práticas abusivas que possam afetar crianças e adolescentes. A necessidade de alvarás para a atuação de
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