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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sem Refino, que colocou sob investigação Jonathas Assunção Salvador Nery Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante a gestão de Jair Bolsonaro e então número dois de Ciro Nogueira. A apuração da PF, detalhada em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foca em movimentações financeiras consideradas atípicas, envolvendo a refinaria Refit e empresas ligadas ao seu controlador.
A investigação sugere que Jonathas Castro teria recebido valores da Refit por meio de uma empresa de consultoria de sua propriedade, a Sary Consultoria e Participações LTDA. Este desdobramento faz parte de uma operação mais ampla que visa desarticular um sofisticado esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, liderado por Ricardo Magro, apontado como um dos maiores fraudadores de impostos do Brasil.
A Sary Consultoria e Participações LTDA, empresa na qual Jonathas Assunção Salvador Nery Castro detém 100% de participação societária, está no centro das investigações. Segundo a Polícia Federal, a companhia recebeu uma série de depósitos significativos em um curto período. Entre os dias 17 e 31 de março de 2025, a conta da empresa registrou a entrada de R$ 765.698,09 provenientes diretamente da Refit.
Além dos valores da refinaria, a Sary também recebeu repasses de outras empresas ligadas ao grupo de Ricardo Magro. Foram identificados R$ 382.849,04 da ROAR INOVAÇÃO, R$ 320.263,13 da FERA LUBRIFICANTES e R$ 62.585,89 da FLAGLER. No total, a empresa de Jonathas movimentou R$ 1.320.000,00 ao longo de março de 2025. A PF caracteriza a Sary como uma “empresa de passagem”, sem despesas operacionais relevantes, indicando que os valores creditados eram rapidamente transferidos para a conta pessoal de Jonathas.
O empresário Ricardo Andrade Magro, controlador do Grupo Refit, é o principal alvo da Operação Sem Refino. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa responsável por um prejuízo estimado em mais de R$ 52 bilhões aos cofres públicos, principalmente em ICMS não recolhido nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Ricardo Magro vive em Miami, nos Estados Unidos, há mais de dez anos e não retorna oficialmente ao Brasil desde 2018.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão preventiva de Ricardo Magro e solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo internacional para a captura de foragidos. A operação desta sexta-feira (15) cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e na sede da refinaria, localizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A investigação da Polícia Federal detalha um esquema sofisticado de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O grupo de Ricardo Magro teria utilizado empresas de fachada, fundos de investimento, holdings e offshores em paraísos fiscais para dissimular suas operações. Além disso, a PF aponta a cooptação de agentes públicos para garantir benefícios fiscais e decisões judiciais favoráveis à organização.
O documento da investigação cita a atuação do grupo junto a diversos órgãos, incluindo a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Receita Federal, a Procuradoria do Estado e até mesmo membros do Poder Judiciário. Essas articulações teriam como objetivo obter vantagens indevidas e barrar a concorrência, consolidando o domínio do esquema criminoso.
A PF também revelou que parte significativa dos lucros obtidos com as atividades ilícitas era enviada para o exterior. Os recursos eram direcionados, especialmente, para empresas e fundos localizados em jurisdições como Delaware (EUA), Bahamas e Malta, conhecidas como paraísos fiscais. Esse dinheiro, posteriormente, retornava ao Brasil disfarçado de investimentos legítimos ou era utilizado para a aquisição de imóveis e outros ativos, que eram blindados contra eventuais execuções judiciais.
O pedido de inclusão de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol visa justamente possibilitar sua prisão em qualquer país membro da organização e, consequentemente, sua extradição para o Brasil, onde responderá pelas acusações. Para mais informações sobre as operações da Polícia Federal, acesse o site oficial da instituição.
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