Imagem gerada com IA
Uma recente pesquisa da Quaest trouxe à tona os índices de rejeição de pré-candidatos à Presidência da República para as eleições de 2026, revelando padrões geográficos distintos para figuras proeminentes como o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, que avaliou sete nomes, não apenas quantificou a aversão dos eleitores, mas também mediu o nível de conhecimento público sobre cada um dos potenciais concorrentes.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (6) e coletados entre os dias 21 e 28 de abril, oferecem um panorama detalhado das percepções em dez estados brasileiros, indicando onde cada pré-candidato enfrenta maior resistência e quais nomes ainda buscam reconhecimento nacional. A análise aprofundada desses resultados é crucial para compreender as dinâmicas políticas futuras e as estratégias que podem ser adotadas pelos diferentes grupos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra seus maiores índices de rejeição em estados do Sul e Centro-Oeste do país, regiões tradicionalmente mais conservadoras. No Paraná, 68% dos eleitores declararam que não votariam no atual presidente, seguido de perto por Goiás, com 66% de rejeição. Outros estados onde Lula enfrenta alta resistência incluem Rio Grande do Sul e São Paulo, ambos com 63%.
Esses números sugerem que, apesar da vitória nas últimas eleições, o presidente ainda precisa trabalhar para conquistar parcelas significativas do eleitorado nessas localidades, que podem ser decisivas em um futuro pleito. A polarização política se reflete claramente nesses dados, delineando os desafios para a base de apoio do governo.
Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresenta os maiores percentuais de rejeição em estados da região Nordeste, além de Minas Gerais. Em Pernambuco e na Bahia, 63% dos entrevistados afirmaram que não votariam no senador. No Ceará e em Minas Gerais, a rejeição atinge 57%.
Este padrão de rejeição regional para Flávio Bolsonaro espelha, em certa medida, a divisão política observada em eleições anteriores, onde o Nordeste demonstrou forte apoio a candidaturas de esquerda. Um diretor da Quaest observou que o desempenho de Flávio Bolsonaro se assemelha ao de seu pai em 2022, indicando uma continuidade nas preferências e aversões do eleitorado.
A pesquisa também avaliou o nível de conhecimento e a intenção de voto para outros cinco possíveis candidatos à Presidência. Nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante) foram testados, revelando diferentes graus de reconhecimento e aceitação.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, é amplamente conhecido em seu estado (91%), mas enfrenta 53% de rejeição entre os mineiros. Nos demais estados, seu nível de desconhecimento varia de 56% a 75%. Já Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, é conhecido por 94% dos goianos e bem avaliado, com 76% de intenção de voto em seu estado. Fora de Goiás, o desconhecimento sobre Caiado varia de 54% a 73%.
Cabo Daciolo é conhecido por 50% dos entrevistados apenas no Rio de Janeiro, com 40% de rejeição entre eles. Nos outros nove estados, o desconhecimento varia de 61% a 77%. Renan Santos e Augusto Cury, por sua vez, registram baixo nível de conhecimento em todos os estados pesquisados, com percentuais de desconhecimento variando de 76% a 85% para Santos e de 68% a 87% para Cury.
A pesquisa Quaest ouviu um total de 11.646 pessoas, com a coleta de dados realizada entre os dias 21 e 28 de abril. A amostra foi distribuída em dez estados, incluindo São Paulo (1.650 entrevistados), Minas Gerais (1.482), Rio de Janeiro (1.200), Bahia (1.200), Paraná (1.104), Rio Grande do Sul (1.104), Goiás (1.104), Ceará (1.002), Pernambuco (900) e Pará (900).
A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos em São Paulo, e de 3 pontos percentuais para mais ou para menos nos demais estados. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, garantindo a robustez dos resultados apresentados. Para mais informações sobre pesquisas eleitorais, consulte o Tribunal Superior Eleitoral.
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