A Prefeitura de Suzano promoveu nesta quinta-feira (22/10) uma capacitação sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento da sífilis, com foco na prevenção da transmissão da gestante para o bebê. A atividade, realizada no auditório do Centro Universitário Piaget (UniPiaget), reuniu 146 profissionais da rede municipal de saúde e de maternidades, em alusão ao “Outubro Verde”.
Organizado pela Coordenação Municipal do Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV e Hepatites Virais, pelo Serviço de Atendimento Especializado e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA), pela Vigilância Epidemiológica e pela Rede Alyne, o encontro ocorreu em dois períodos, com 70 participantes pela manhã e 76 à tarde.
A programação incluiu dados epidemiológicos do município, orientações sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento da sífilis adquirida e na gestação, além de análise de casos clínicos e estratégias para reduzir a transmissão vertical da infecção.
Protocolo atualizado
Um dos destaques foi a apresentação do Protocolo Municipal para Prescrição e Administração de Benzilpenicilina Benzatina com Lidocaína 2% em Adultos com Sífilis, atualizado em outubro de 2026. O documento foi apresentado e validado durante a capacitação e deverá ser publicado e implantado na rede municipal após o período de consulta pública.
A principal mudança prevê que enfermeiros também possam prescrever penicilina benzatina associada à lidocaína 2%, sem vasoconstritor, conforme as diretrizes do protocolo. A medida busca ampliar o acesso ao tratamento, melhorar a adesão dos pacientes e reduzir o abandono.
Os profissionais receberam orientações sobre prescrição, preparo e administração do medicamento, além de discutir condutas para o acompanhamento de gestantes diagnosticadas com sífilis.
Para o secretário municipal de Saúde, William Harada, a formação fortalece o atendimento desde as unidades básicas até as maternidades. “A prevenção começa com o diagnóstico no momento certo e com o acesso ao tratamento adequado. Nosso objetivo é oferecer mais segurança às gestantes, melhorar a adesão ao tratamento e reduzir os riscos para os bebês”, afirmou.

