Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta semana, oferece um panorama detalhado da corrida eleitoral para o Senado no Paraná. Com duas vagas em disputa nas eleições de outubro, o levantamento apresenta diferentes projeções sobre as intenções de voto, o nível de conhecimento e a taxa de rejeição dos principais candidatos. Os resultados iniciais indicam Álvaro Dias (MDB) e Alexandre Curi (Republicanos) nas posições de destaque em diversos cenários estimulados, sinalizando uma disputa acirrada e com potencial de mudanças até o pleito.
A análise da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, é um termômetro importante para compreender a dinâmica eleitoral no estado, revelando não apenas os favoritos, mas também a parcela significativa de eleitores que ainda não consolidaram suas escolhas. A volatilidade do eleitorado paranaense sugere que a campanha terá um papel crucial na definição final dos representantes no Senado.
A pesquisa Quaest explorou três cenários distintos, nos quais os nomes dos candidatos foram apresentados aos entrevistados para aferir suas intenções de voto. No primeiro cenário, Álvaro Dias (MDB) aparece com 20% das intenções, seguido por Alexandre Curi (Republicanos) com 10%. Outros nomes como Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT) também registram 10% cada, indicando uma pulverização de votos entre os primeiros colocados.
Neste mesmo cenário, Filipe Barros (PL) alcança 8%, enquanto Cristina Graeml (PSD) e Dr. Rosinha (PT) marcam 4% cada. Luiz Carlos Hauly (Podemos) registra 1%. Uma parcela considerável de 19% dos entrevistados se declara indecisa, e 14% optam por branco, nulo ou não pretendem votar, evidenciando um espaço significativo para a movimentação eleitoral.
O segundo cenário estimulado mantém Álvaro Dias (MDB) na liderança com 20% das intenções de voto, enquanto Alexandre Curi (Republicanos) sobe ligeiramente para 11%. Gleisi Hoffmann (PT) e Filipe Barros (PL) aparecem com 10% cada. Cristina Graeml (PSD) atinge 5%, e Dr. Rosinha (PT) mantém 4%. Luiz Carlos Hauly (Podemos) permanece com 1%.
No terceiro cenário, a ausência de um dos candidatos altera significativamente o panorama. Alexandre Curi (Republicanos) assume a primeira posição com 14%, seguido de perto por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), ambos com 12%. Gleisi Hoffmann (PT) registra 11%, e Dr. Rosinha (PT) marca 5%. Neste cenário, a taxa de indecisos aumenta para 24%, e os votos brancos/nulos/não vai votar chegam a 22%, reforçando a incerteza que permeia a escolha dos eleitores.
A pesquisa Quaest também avaliou o nível de conhecimento e a taxa de rejeição dos candidatos. Álvaro Dias (MDB) é o mais conhecido, com 52% dos eleitores afirmando conhecê-lo. Alexandre Curi (Republicanos) é conhecido por 25% do eleitorado, seguido por Gleisi Hoffmann (PT) com 22% e Deltan Dallagnol (Novo) com 20%. Os demais candidatos apresentam índices de conhecimento abaixo de 20%, com Luiz Carlos Hauly (Podemos) registrando o menor índice, de 5%.
No quesito rejeição, Gleisi Hoffmann (PT) lidera com 60%, seguida por Dr. Rosinha (PT) com 35%. Álvaro Dias (MDB) possui uma rejeição de 34%, enquanto Alexandre Curi (Republicanos) registra 26%. Os demais candidatos apresentam taxas de rejeição que variam entre 16% e 20%, indicando que a percepção negativa sobre alguns nomes pode ser um fator decisivo na reta final da campanha.
O levantamento da Quaest foi realizado com 1.104 pessoas com 16 anos ou mais, entrevistadas entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada sob o número PR-04818/2026.
Um dado relevante apontado pela pesquisa é a alta volatilidade do eleitorado: 68% dos entrevistados afirmaram que a escolha do voto para Senador ainda pode mudar, enquanto apenas 32% consideram sua decisão definitiva. Este cenário de indecisão e flexibilidade sugere que as estratégias de campanha, debates e eventos políticos nos próximos meses terão um impacto considerável na consolidação das candidaturas e na definição das duas vagas em disputa no Senado pelo Paraná.
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