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Urna eletrônica: TSE desmente adoção de novo modelo para eleições de 2026

Publicações que circularam amplamente nas redes sociais, incluindo plataformas como X, Facebook e Threads, disseminaram a informação falsa de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotaria um modelo inédito de urna eletrônica para as eleições de 2026. As postagens afirmavam que o órgão eleitoral anunciaria novas urnas, auditoria do código-fonte e presença internacional no processo eleitoral, com o objetivo de promover maior transparência e confiança.

No entanto, o TSE, por meio de sua assessoria de imprensa, desmentiu categoricamente essas alegações. A Justiça Eleitoral esclareceu que não haverá a introdução de um novo modelo de urna eletrônica para o pleito de 2026, e que os equipamentos a serem utilizados já são conhecidos e foram empregados em eleições anteriores.

Modelos de urna eletrônica em uso e o plano de renovação

Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que disponibilizará um total de 563.910 urnas eletrônicas, visando atender aos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Quatro versões distintas do equipamento estarão em operação: UE2022, UE2020, UE2015 e UE2013.

A maior parte desses equipamentos, cerca de 77%, corresponde aos modelos mais recentes (UE2022 e UE2020), seguindo um padrão já observado nas Eleições Municipais de 2024. O TSE ressalta que, apesar de possíveis diferenças no design externo, todas as versões das urnas eletrônicas possuem as mesmas características técnicas internas e funcionam exclusivamente com programas e sistemas desenvolvidos pelo próprio tribunal. Esses softwares passam por um Teste Público de Segurança da Urna (TPS), são assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública.

Ainda que não haja um novo modelo para 2026, um edital já está aberto para receber sugestões de empresas e fabricantes para o desenvolvimento da UE2028. Este novo modelo será adquirido e utilizado a partir das eleições municipais de 2028, com o objetivo de substituir as versões mais antigas, UE2013 e UE2015, que terão completado seu ciclo de utilização. Trata-se de um processo periódico de renovação dos equipamentos, sem qualquer relação com riscos específicos.

Auditoria do código-fonte e a segurança dos sistemas eleitorais

A alegação de que o TSE anunciaria uma nova auditoria do código-fonte das urnas eletrônicas para 2026 também se mostrou infundada. A inspeção dos códigos-fonte das urnas e dos sistemas eleitorais não é uma novidade, mas sim uma prática consolidada e uma determinação expressa da Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/1997).

Os códigos-fonte para as eleições de 2026 estão abertos para inspeção desde 2 de outubro de 2025 e permanecerão disponíveis até 4 de setembro de 2026, data em que se encerra a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Diversas instituições são legitimadas a participar dessa fiscalização, garantindo a transparência e a segurança do processo. Entre elas, estão partidos políticos, federações e coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Polícia Federal (PF), o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Congresso Nacional, a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Sociedade Brasileira de Computação. Mais informações sobre o processo podem ser encontradas no site do TSE.

Acompanhamento internacional: uma prática consolidada

A presença de observadores internacionais nas eleições brasileiras, apontada como uma novidade nas publicações falsas, também não é inédita. Essa prática foi institucionalizada com a criação das Missões de Observação Eleitoral (MOEs) nas eleições de 2018.

Em 2022, o Brasil registrou um número recorde de mais de 100 observadores estrangeiros acompanhando o pleito. Para as eleições de 2026, o TSE já credenciou representantes de diversas regiões do mundo, incluindo autoridades da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia (UE), da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e da Rede dos Organismos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP). Essa continuidade reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a legitimidade do processo democrático.

Redação on-line

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