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Vacinação contra febre amarela é reforçada em Mogi das Cruzes por alerta estadual

A Prefeitura de Mogi das Cruzes intensificou suas estratégias de saúde pública, com foco na prevenção, vigilância e, crucialmente, na vacinação contra a febre amarela. A medida surge em resposta a um cenário epidemiológico preocupante no Estado de São Paulo, que tem registrado novos casos humanos e epizootias – mortes de primatas não humanos pela doença – em diversas localidades. Este reforço nas ações visa proteger a população e conter a propagação do vírus, especialmente em uma região considerada estratégica para a circulação viral.

O alerta foi emitido pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE VIII) do Governo do Estado de São Paulo, que ressaltou a vulnerabilidade dos municípios do Alto Tietê. Essa área é reconhecida por estar inserida em corredores ecológicos importantes para a circulação da febre amarela, além de abrigar extensas áreas de preservação ambiental. Tal configuração exige uma atenção contínua e redobrada por parte das autoridades de saúde para o monitoramento e controle eficaz da doença.

Vacinação febre amarela: a principal defesa contra a doença

A imunização é reconhecida como a ferramenta mais eficaz na prevenção da febre amarela. Em Mogi das Cruzes, a vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) do município. A orientação primordial é que todos os indivíduos sem comprovação vacinal procurem a unidade de saúde de referência para que sua situação seja avaliada e, se necessário, sua carteira de vacinação seja atualizada.

É fundamental também que aqueles que receberam a dose fracionada da vacina durante a campanha de 2018 busquem uma unidade de saúde. Nesses casos, é preciso verificar a necessidade de complementação com a dose padrão, garantindo a proteção completa e duradoura. Além disso, pessoas que frequentam trilhas, áreas rurais, parques, sítios e locais de mata devem estar vacinadas com pelo menos dez dias de antecedência à exposição ao risco, tempo necessário para que a imunidade seja estabelecida. Conforme afirmou Jefferson Leite, diretor da Vigilância em Saúde, “Felizmente, não registramos nenhum caso em Mogi, mas continuamos vigilantes e seguindo todos os protocolos”, destacando a proatividade local.

Cenário epidemiológico: casos e letalidade no estado

O panorama da febre amarela no Estado de São Paulo tem exigido máxima atenção. Dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam um quadro preocupante: entre julho de 2024 e junho de 2025, foram notificados 66 casos humanos da doença, resultando em 37 óbitos. Essa estatística representa uma taxa de letalidade de 56,1%, um índice elevado que sublinha a gravidade da infecção. A análise desses casos mostrou que 93,9% das vítimas não haviam sido vacinadas, reforçando a importância crítica da imunização.

No período de monitoramento mais recente, que compreende 2025/2026, o cenário continua a demandar vigilância. Já foram contabilizados dez casos humanos autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio estado, e seis mortes. Alarmantemente, todas as vítimas fatais neste período também eram indivíduos que não haviam recebido a vacina contra a febre amarela. Esses números corroboram a urgência das campanhas de vacinação e a necessidade de a população aderir às recomendações das autoridades de saúde para evitar a doença.

Medidas de proteção individual e vigilância ambiental

Além da vacinação, a Vigilância em Saúde de Mogi das Cruzes enfatiza a importância de adotar medidas de proteção individual, especialmente para aqueles que se expõem a ambientes com maior risco de transmissão. Recomenda-se o uso de repelentes eficazes, roupas de manga longa e calças compridas, além de calçados fechados, ao frequentar áreas de mata ou rurais. Para a proteção de crianças menores de 6 meses, a instalação de mosquiteiros é uma barreira física essencial contra a picada dos mosquitos transmissores.

Um ponto crucial que a Prefeitura faz questão de reforçar é sobre o papel dos macacos na cadeia epidemiológica da febre amarela. Esses primatas não são transmissores da doença para os seres humanos; na verdade, eles são vítimas do vírus, assim como as pessoas. Sua importância reside no fato de atuarem como “sentinelas epidemiológicas”, ou seja, a ocorrência de casos ou mortes de macacos pela febre amarela serve como um alerta precoce para os órgãos de saúde sobre a circulação do vírus em determinada área. Por essa razão, é imperativo que animais doentes, debilitados ou encontrados mortos não sejam tocados, capturados ou agredidos. Tais ações não apenas configuram crime ambiental, mas também prejudicam seriamente o trabalho de monitoramento da doença e comprometem as estratégias de prevenção. Ao identificar um macaco ou sagui nessas condições, a população deve comunicar imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para que as equipes técnicas possam realizar a investigação e as ações adequadas. Para mais informações sobre a doença, consulte o Ministério da Saúde.

Canais de atendimento e locais de vacinação

Para garantir que a população tenha acesso rápido e eficiente às informações e serviços, a Prefeitura de Mogi das Cruzes disponibiliza canais específicos. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é o ponto de contato para reportar a presença de macacos ou saguis doentes ou mortos, auxiliando na vigilância epidemiológica. Os telefones para contato são (11) 4798-6785 e (11) 4798-6917. Fora do horário comercial, durante finais de semana e feriados, a Central de Emergências 153 pode ser acionada para esses casos.

Quanto à vacinação contra a febre amarela, a imunização é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) espalhadas pelo município de Mogi das Cruzes. A população é incentivada a procurar a unidade de referência mais próxima para receber orientação detalhada e atualizar seu status vacinal, garantindo assim a proteção individual e coletiva contra a doença.

Redação on-line

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