Suzano

Vereadores fazem questionamentos sobre demanda no Cadastro Único e em casa de acolhida para idosos durante audiência pública da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social

Durante a audiência pública de prestação de contas da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, realizada na sexta-feira (17), na Câmara de Suzano, os vereadores questionaram sobre a demanda de pessoas que buscam entrar para o Cadastro Único (CadÚnico) no município e sobre a possibilidade de ampliação do atendimento de idosos. A reunião foi conduzida pelo vereador Leandro Alves de Faria (PL), o Leandrinho, que preside a Comissão Permanente de Política Social, e contou com a participação dos parlamentares Artur Takayama (PL); Josias Ferreira Silva (PCdoB), o Josias Mineiro; e José de Oliveira Lima (MDB), o Zé Oliveira.

Leandrinho fez um paralelo entre o crescimento habitacional apresentado pelo município nos últimos anos, conforme revelado recentemente em audiência pública pela Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, e perguntou se existe uma demanda reprimida de pessoas para se inscrever no CadÚnico. Atualmente, Suzano tem 23.334 famílias beneficiárias do Bolsa Família e 9.691 do Benefício de Prestação Continuada (BPC), totalizando 54.744 no cadastro.

O secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldo Garippo, informou que o Bolsa Família, que é um benefício do governo federal, passou por reformulações, como o aumento do valor e o acesso de novos grupos. Porém, para permitir que novas pessoas tenham direito ao benefício, neste momento o município está nos territórios para fazer qualificação de dados. “Temos um número de famílias de um único indivíduo acima da média nacional, e enquanto não baixarmos este índice, não temos permissão que novos indivíduos entrem no CadÚnico”, completou.

Leandrinho disse que há oferta de emprego no município, mas não há pessoas dispostas a trabalhar. “O que vemos são pessoas se acomodando com o Bolsa Família e que não conseguem reingressar no mercado de trabalho”, disse ele, sugerindo que a pastas de Assistência e Desenvolvimento Social e de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego busquem uma alternativa.

Garippo defendeu o Bolsa Família como um importante programa de redução da mortalidade infantil no Brasil e falou que já vem sendo discutida na Prefeitura a criação de um programa municipal voltado à qualificação para o trabalho com pessoas em situação de vulnerabilidade. “Queremos atingir determinados grupos para romper com o ciclo de miséria, e para isso precisamos fazer uma política sólida, para cercar essas pessoas de possibilidades”, afirmou.
Idosos
O vereador Zé Oliveira questionou da possibilidade do aumento do número de vagas de acolhimento institucional para idosos, já que atualmente são somente 50 para todo o município –metade, feito pela Casa São Vicente de Paulo; outra metade, pela Associação de Apoio para Deficientes Visuais de Suzano (Aadvis). Garippo disse que as casas que estão em funcionamento atualmente não estão lotadas, mas também observou que, com o crescimento populacional dos últimos anos, esta será uma demanda a ser pensada para o futuro.

Visitas
Também sobre os serviços de proteção especial, o parlamentar Josias Mineiro quis saber se os vereadores poderiam ter acesso às residências, para fiscalização, sem fazer comunicação com antecedência à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. O secretário disse que sim, solicitando apenas que o vereador entrasse em contato telefônico com o próprio local a ser visitado para avisá-lo.

Recâmbio
O vereador Artur Takayama elogiou o recâmbio realizado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de 33 pessoas em situação de rua que estavam no município e foram encaminhadas para municípios em que têm vínculos familiares. “Era algo que eu havia questionado em audiência anteriormente e hoje vejo o trabalho minucioso que vem sendo feito, parabéns”, disse. Garippo disse que o trabalho com a população de rua é sempre desafiador e que envolve outras secretarias, como a de Saúde e a de Segurança Cidadã.

A diretora de Proteção Especial da Prefeitura, Regiane Borges, também compôs a mesa da audiência.

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