A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão em flagrante de um médico, de 52 anos, suspeito de atear fogo na própria esposa. O incidente ocorreu em um condomínio de luxo na cidade de Mogi das Cruzes, na madrugada de domingo. A decisão judicial foi proferida após audiência de custódia realizada na segunda-feira, mantendo o homem detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) local.
A vítima, de 42 anos, sofreu queimaduras pelo corpo e foi prontamente socorrida. O caso, que chocou a comunidade local, está sendo investigado pelas autoridades como tentativa de homicídio e violência doméstica, levantando questões sobre a segurança em ambientes residenciais e a dinâmica de relacionamentos.
O incidente veio à tona quando uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) encontrou a mulher saindo do condomínio com queimaduras visíveis. Os guardas haviam sido alertados por um funcionário do local sobre uma discussão acalorada entre o casal no apartamento. Segundo o relato inicial, o homem teria jogado álcool sobre a vítima e incendiado suas roupas.
Após o resgate, a mulher foi encaminhada para atendimento médico no Hospital Santana, onde recebeu os primeiros socorros para as lesões decorrentes do fogo. A rapidez no atendimento foi crucial para a estabilização de seu quadro de saúde.
O boletim de ocorrência detalha as versões apresentadas pelas partes envolvidas. A vítima relatou que a agressão ocorreu após uma discussão, na qual ela exigia a senha do celular do marido. Diante da recusa, ele teria jogado álcool e ateado fogo em seu corpo. Curiosamente, a mulher inicialmente expressou não desejar que o marido fosse preso, uma complexidade comum em casos de violência doméstica.
Por outro lado, o médico apresentou uma versão diferente dos fatos. Ele afirmou que foi acordado pela esposa por volta das 3h da manhã, que estava transtornada por ele ter esquecido seu aniversário e não ter comprado um presente. Segundo seu depoimento, ele teria saído do apartamento para o corredor, onde há câmeras de monitoramento, e retornado ao ouvir os gritos da esposa já em chamas. Ele alegou ter prestado socorro e descido com ela até a portaria para chamar o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
O suspeito também informou às autoridades que é casado com a vítima há 16 anos e que o casal não possui filhos. Ele mencionou que a esposa foi diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) há cinco anos, mas não segue um acompanhamento médico regular e faz uso de medicação controlada. O relacionamento, segundo ele, tem sido tumultuado nos últimos três anos.
Diante das informações e evidências preliminares, a Justiça optou por converter a prisão em flagrante para preventiva. Essa medida visa garantir a ordem pública e a integridade da vítima enquanto as investigações prosseguem, buscando esclarecer todos os detalhes do grave incidente. O g1 tenta contato com a defesa do médico Mituro Hattori Júnior para obter um posicionamento sobre o caso. Para mais informações sobre segurança pública na região, clique aqui.
Guararema convida a população para moldar o futuro cultural da cidade. Participe do Plano Municipal…
Investigações envolvendo Lulinha: Presidente Lula declara confiança no filho, mas enfatiza que não haverá interferência…
Projeto Comunica Jovem em Ferraz de Vasconcelos capacita estudantes do ensino municipal em comunicação pública…
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúne para discutir a proibição de deepfakes e IA…
A importância da família foi o tema central de sessão solene no legislativo mogiano, que…
Senador Flávio Bolsonaro defende habilitação para jovens de 16 anos, associando a proposta à redução…