Um homem de 33 anos foi preso em Suzano, na noite de terça-feira (6), sob a acusação de agredir com socos, asfixiar e ameaçar de morte sua companheira, de 19 anos. O incidente ocorreu no Jardim Casa Branca, e a vítima conseguiu escapar da situação de risco para buscar ajuda.
A mulher relatou à polícia que, após as agressões, conseguiu fugir e pedir socorro a vizinhos. Estes a acolheram e auxiliaram na busca pela filha do casal, uma criança de 2 anos, que estava na residência. A prisão em flagrante foi efetuada após a chegada da Polícia Militar ao local.
As agressões foram registradas por volta das 23h, em uma rua do bairro. A vítima descreveu que o companheiro a atingiu com diversos socos na cabeça e a asfixiou, levando-a a um estado de perda de sentidos. O momento em que o agressor se virou para pegar um objeto foi crucial para que ela conseguisse escapar.
Após o ocorrido, a mulher acionou a Polícia Militar. Os agentes a encontraram em estado de choque, chorando, com sangramentos e dores por todo o corpo. O suspeito, por sua vez, negou veementemente as acusações de agressão.
O casal, que mantinha um relacionamento há aproximadamente quatro anos, havia combinado que o homem cuidaria da filha enquanto a mulher, que trabalha como manicure, atendia uma cliente. No entanto, o companheiro demorou a chegar, e as mensagens enviadas pela mulher não foram respondidas.
Segundo o relato, o homem chegou em casa por volta das 19h, aparentando estar sob efeito de álcool e drogas. Após o atendimento da cliente, uma discussão teve início, motivada por ciúme. Durante o desentendimento, a mulher expressou a intenção de terminar o relacionamento devido ao comportamento agressivo do companheiro.
O homem então saiu, afirmando que iria comprar refrigerante. Ao retornar, por volta das 23h, encontrou o portão trancado e pulou o muro para acessar a residência. A discussão foi retomada, e a mulher telefonou para a mãe do companheiro para relatar o estado do filho. Foi nesse momento que o homem se tornou ainda mais agressivo, desferindo socos e proferindo ameaças de morte.
Ao ser abordado pelos policiais, o homem apresentava um ferimento em uma das mãos, que ele alegou ter ocorrido ao pular o muro da casa. Em sua versão dos fatos, ele teria chegado em casa, oferecido-se para comprar comida e sido maltratado pela companheira.
Ele admitiu ter consumido bebida alcoólica, mas negou o uso de drogas e todas as agressões. Após os depoimentos, os policiais encaminharam tanto a vítima quanto o suspeito ao pronto-socorro, onde ambos receberam atendimento médico, foram medicados e liberados.
Na Delegacia de Polícia de Suzano, a mulher formalizou um pedido de medidas protetivas de urgência contra o companheiro. As restrições solicitadas incluem o afastamento do agressor da residência do casal e a proibição de qualquer tipo de contato com a vítima, seus parentes e testemunhas, seja pessoalmente ou por meios de comunicação.
A delegada responsável pelo boletim de ocorrência enfatizou a seriedade do relato de asfixia. Ela destacou que “a esganadura e asfixia, ainda que não fatais, são reconhecidas como um dos mais relevantes sinais que antecedem o feminicídio”. Para mais informações sobre a prevenção e combate à violência doméstica, consulte fontes oficiais. O homem foi autuado em flagrante por lesão corporal, ameaça e violência física e psicológica contra a mulher no ambiente familiar, permanecendo detido.
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