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Mulher e filha pulam de prédio em Suzano para fugir de violência doméstica

Uma mulher de 28 anos e sua filha de apenas 2 anos protagonizaram uma fuga desesperada de um apartamento em Suzano, na Grande São Paulo, na noite do último domingo (29). Para escapar de agressões brutais do ex-companheiro, a mãe tomou a drástica decisão de pular do segundo andar do imóvel com a criança no colo, em um ato de coragem e desespero.

O incidente chocou a comunidade local e reacendeu o debate sobre a violência doméstica, resultando na prisão do agressor. Sua detenção em flagrante foi convertida em prisão preventiva pela Justiça, enquanto as vítimas recebem atendimento médico e lutam pela recuperação.

A escalada da violência e a fuga desesperada

A vítima relatou à polícia que a situação de violência foi precedida por uma discussão no início do dia, que aparentemente havia sido resolvida. Contudo, horas depois, o ex-companheiro a atraiu de volta ao apartamento através de mensagens, um padrão comum em ciclos de abuso.

Ao chegar ao local, a mulher foi subitamente impedida de sair e passou a ser agredida fisicamente, tendo seus cabelos puxados e sendo arremessada contra um sofá. Em um momento de pânico e buscando proteção, ela conseguiu correr e se trancar no banheiro.

Ainda assim, a agressão não cessou. O homem tentou arrombar a porta do banheiro com uma faca, intensificando o terror. Diante da iminência de novas e mais graves violências, a mãe optou por uma medida extrema: pular da janela do segundo andar com a filha nos braços, em uma tentativa desesperada de salvar suas vidas.

O socorro imediato e o estado de saúde das vítimas

Após a queda, a cena mobilizou rapidamente os moradores da região, que prestaram os primeiros socorros e encaminharam mãe e filha para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Revista. A mulher sofreu fraturas no braço e no pé, lesões que exigiram sua transferência para o Hospital e Maternidade de Suzano (HSM).

A criança, por sua vez, foi a mais gravemente atingida, sendo intubada e classificada em estado grave. Ela foi imediatamente transferida para o Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, onde permanece sob cuidados intensivos. A Prefeitura de Suzano confirmou que a mãe recebeu alta do HSM após realizar exames e passar por reavaliação médica, mas a preocupação com a filha persiste.

Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo não havia fornecido novas informações sobre o estado de saúde da menina, mantendo a expectativa e a torcida por sua plena recuperação.

A prisão do agressor e os desdobramentos judiciais

O agressor foi identificado como Paulo Sergio Pereira de Souza, de 32 anos, e foi detido no local pela Polícia Militar (PM) pouco depois do ocorrido. Ele foi preso em flagrante sob as acusações de violência doméstica e tentativa de feminicídio, crimes que carregam grande peso legal e social.

No final da tarde do dia seguinte ao incidente, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Essa medida garante que o suspeito permaneça detido enquanto as investigações prosseguem, evitando que ele possa influenciar testemunhas ou cometer novos delitos. A defesa do acusado ainda não foi localizada para se manifestar sobre o caso.

A perícia técnica foi realizada no apartamento onde os fatos ocorreram, e o caso foi formalmente registrado na Delegacia Central de Suzano. As autoridades seguem empenhadas em reunir todas as provas e elementos necessários para o devido processo legal, buscando justiça para as vítimas e coibindo atos de violência. Casos como este reforçam a importância da Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres de situações de violência doméstica e familiar, e a necessidade de que a sociedade esteja atenta aos sinais de abuso.

Fonte: g1.globo.com

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