A necessidade urgente de melhorias estruturais em creches conveniadas e a ampliação de vagas em creches na educação infantil foram os temas centrais de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal. O encontro, que teve como foco a prestação de contas da Secretaria Municipal de Educação, evidenciou a pressão dos vereadores por soluções para a crescente fila de espera por atendimento, o reforço na segurança das escolas e a valorização dos profissionais da área.
A reunião, conduzida pelo presidente da Comissão Permanente de Educação, Cultura, Esporte e Turismo, contou com a presença da secretária municipal de Educação, além de diversos parlamentares e membros da sociedade civil. O debate aprofundou-se nas demandas mais prementes da comunidade, buscando transparência e compromisso com a qualidade da educação pública.
Vagas em creches: Desafios e perspectivas de ampliação
Um dos pontos de maior preocupação levantados durante a audiência foi a persistente fila por vagas em creches. Atualmente, o município registra 596 crianças aguardando atendimento na educação infantil, um número que ressalta a urgência de medidas eficazes. Parlamentares questionaram a pasta sobre o cronograma para o início das obras de uma nova escola-creche na Vila Urupês, um projeto viabilizado por uma emenda significativa.
A secretária informou que o anúncio oficial sobre o empreendimento está previsto para as próximas semanas. Além disso, foi defendida a ampliação de salas em escolas que já possuem espaço disponível, como uma alternativa prática e rápida para mitigar o déficit de vagas existente. A região do Raffo também teve sua demanda específica debatida, com 85 crianças na fila de espera e a necessidade de absorver a demanda após o fechamento de uma creche comunitária. A secretaria estuda a ampliação de unidades e a possível implantação de uma nova creche comunitária para atender a essa população.
Qualidade estrutural e fiscalização das unidades conveniadas
A situação das creches conveniadas foi outro tópico de intensa discussão. Vereadores relataram ter recebido inúmeras reclamações sobre a infraestrutura física dessas unidades, levantando questões sobre os mecanismos de fiscalização. A secretária municipal de Educação esclareceu que a pasta realiza visitas frequentes aos espaços e atua prontamente sempre que são identificadas necessidades de adequação estrutural ou pedagógica.
A garantia de um ambiente seguro e adequado para o desenvolvimento das crianças é fundamental, e a fiscalização contínua é vista como um pilar para assegurar a qualidade do serviço prestado. A transparência nos processos de convênio e a agilidade na resolução de problemas estruturais são expectativas constantes da comunidade e dos representantes legislativos.
Valorização profissional e reenquadramento de ADIs
A audiência também serviu como palco para a reivindicação dos profissionais da educação, especificamente os auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs). A categoria cobrou o reenquadramento de suas funções, à luz da recente Lei Federal nº 15.326/2026, que passou a incluir os profissionais da educação infantil na carreira do magistério. Este reenquadramento representa um avanço significativo na valorização e reconhecimento da importância desses trabalhadores.
A Secretaria Municipal de Educação informou que o tema está sob análise da Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos. A lei, por ser recente, ainda gera diferentes interpretações entre os municípios, demandando um estudo aprofundado para a correta aplicação. Vereadores presentes manifestaram apoio à reivindicação, enfatizando a relevância de se valorizar a categoria e garantir seus direitos conforme a nova legislação.
Segurança escolar e apoio à inclusão
A segurança nas unidades municipais foi uma pauta prioritária, especialmente após a ocorrência de uma invasão em uma escola no mês anterior. A Câmara Municipal tem realizado vistorias nas escolas, e vereadores reportaram que servidores apontaram problemas estruturais já comunicados previamente à secretaria, como a necessidade de elevar muros e reforçar a proteção das unidades. A preocupação com a integridade de alunos e funcionários é uma constante.
Outro ponto debatido foi a contratação de agentes de apoio à inclusão. A falta desses profissionais tem gerado cobranças contínuas. A secretária explicou que a definição da necessidade de acompanhamento individual ou compartilhado é realizada por uma equipe multidisciplinar, em colaboração com as escolas, visando atender às especificidades de cada aluno. A inclusão efetiva depende de recursos humanos adequados e de um planejamento cuidadoso.
Outras demandas prioritárias na educação
Além dos temas centrais, a audiência pública abordou outras questões relevantes para o setor educacional. Entre elas, destacam-se as discussões sobre o aumento salarial dos profissionais da educação, um pleito recorrente que busca melhores condições de trabalho e reconhecimento. Também foram levantadas questões sobre a recomposição do quadro do Programa Prevenir, que desempenha um papel importante na prevenção de riscos e na promoção de um ambiente escolar saudável.
Por fim, os critérios de distribuição do Programa Dinheiro Direto na Escola Municipal foram revisados, visando otimizar a aplicação dos recursos e garantir que as verbas cheguem de forma eficiente às unidades de ensino, contribuindo para a melhoria contínua da infraestrutura e dos materiais pedagógicos. Para mais informações sobre políticas educacionais, consulte o portal do Ministério da Educação.

